Santos tenta manter foco no Brasileiro

O Santos começa a defender o título de campeão nacional de 2004 neste domingo, às 18h10, contra o Paysandu, no Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul (SP). Será uma estréia inusitada, longe da Vila Belmiro, embora o mando seja do clube, e sem a presença do público, por força da punição que o clube recebeu em razão do rojão que a torcida atirou no goleiro Fábio Costa, do Corinthians, na partida entre os dois clubes pelo Campeonato Brasileiro do ano passado. O jogo até poderia ser em Santos, no Estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista, desde que fosse com portões fechados, mas a direção santista optou por São Caetano do Sul porque o campo do Estádio Anacleto Campanella é melhor. Para o técnico Alexandre Gallo, o maior desafio será fazer com que o time ignore a ausência dos torcedores e entre em campo determinado a vencer, como na quarta-feira à noite, em Montevidéu, na vitória de 2 a 1 de virada contra o Danúbio, pela Copa Libertadores. "Estamos preparados para a estréia, mas não sabemos qual será a reação dos jogadores atuando num estádio vazio, sem torcida", afirmou Gallo. "É importante que todos tenham bem claro que não se trata de um simples jogo, mas a primeira das 42 decisões que teremos pela frente ao longo do Campeonato Brasileiro." O mais antigo titular do time, Léo, acostumado com os aplausos do torcedor na Vila Belmiro ou quando o Santos manda seus jogos em outras cidades ou na capital, será estranho olhar para as arquibancadas e não ver ninguém. "Até nos treinos que fazemos na Vila Belmiro tem público e estamos acostumados com o calor da torcida. Mas vamos superar mais essa situação diferente", prometeu. Nas conversas que teve com os jogadores após a vitória contra o Danúbio, Gallo foi generoso nos elogios ao comportamento do time, mas fez questão de seguir com rigor a cartilha do seu mestre, Vanderlei Luxemburgo, exigindo seriedade no trabalho e que todos, até os atacantes, participem da marcação contra o Paysandu. Lembrou que o Santos, como campeão do ano passado e por ter mantido a equipe, tem maior responsabilidade na competição. "Estamos entre os principais favoritos e vamos enfrentar dificuldades porque todos vão querer ganhar do campeão. Vamos jogar com os pés no chão", disse o técnico, muito elogiado pelos dirigentes pela mudança que fez na partida de quarta-feira trocando o volante de marcação Zé Elias pelo velocista Basílio com determinação para jogar pela esquerda, no jogo de Montevidéu levando o time à vitória. Mas se houver necessidade de mudar a maneira de o time jogar o técnico vai ter que encontrar outra saída, porque Basílio sentiu a antiga contusão no músculo da perna direita e voltou para o departamento médico, com chance de ser liberado para o jogo do próximo domingo, contra o Coritiba, no Paraná. A idéia de Gallo era começar o jogo com três atacantes, mas com a contusão de Basílio, deve manter a formação com três volantes - Fabinho, Zé Elias e Bóvio -, dando maior liberdade para Paulo César e Léo irem à frente. Depois de duas intertemporadas em Atibaia (SP), Gallo está satisfeito com a evolução do time que passou a brigar mais pela bola e ficou mais equilibrado, além de ter baixado bem o número de gols sofridos depois da entrada de Henao no gol e da implantação do seu sistema de marcação. "Todos participam da marcação, formando um único bloco quando estamos sendo atacados. Por isso temos tomado menos gols e, o que é importante, sem perdermos a força ofensiva", concluiu o técnico.

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