Ricardo Saibun/Divulgação
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Santos troca vingança por vaga na decisão do Paulista

Time alvinegro encara o Penapolense para chegar à sexta final consecutiva

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2014 | 07h00

SANTOS - O Penapolense volta a cruzar com o Santos neste domingo, às 16h, na Vila Belmiro, no jogo que vai apontar o primeiro finalista do Campeonato Paulista, um mês e meio depois de ter derrotado por 4 a 1 o time santista, em Penápolis, pela fase de classificação. A história deste domingotem tudo para ser bem diferente, diante do abismo que há entre os dois time. O Santos, com a nova grife dos Meninos da Vila, soma 43 gols em 16 jogos, com saldo de 27 – um abaixo do dobro dos 14 marcados pelo adversário, cujo saldo é de menos três.

O tropeço de Penápolis ainda não foi esquecido, mas os santistas no falam em dar o troco. Oswaldo usa a derrota para exigir comportamento diferente dos jogadores caso o time tenha um jogador expulso como naquela partida. E todos prometem encarar o Penapolense com a seriedade que teriam se o classificado fosse um dos grandes da capital.

"Respeitamos o Penapolense, como respeitaríamos o São Paulo. Na mesma proporção, porque é o nosso adversário na semifinal. É lógico que trazemos recursos e recordações do jogo de Penápolis, como também aconteceria se fosse São Paulo, outra equipe que não vencemos na primeira fase. Nossa preocupação é o adversário e a forma como temos que atuar para vencer a partida", disse Oswaldo de Oliveira.

Embora não esconda a satisfação diante da enxurrada de elogios que a nova geração está recebendo, Oswaldo ainda não considera o Santos pronto. Afirma que ainda é uma equipe em formação. A explicação dele para as seis vitórias por goleada e os 43 gols é pela qualidade dos atacantes. "São rápidos e inteligentes. Além disso, a excelente qualidade do gramado da Vila facilita para o tipo de jogo da nossa equipe", disse.

O treinador conduz o time com todo o cuidado para que o clima de "já ganhou" não suba à cabeça dos mais jovens com a sequência de vitórias e o crescimento de produção na reta de chegada para o título.

Para conter a euforia, o treinador lembra os jogos contra Osasco Audax, Ituano, Linense, Rio Claro e até Atlético Sorocaba, além do diante do Penapolense, nos quais o Santos teve dificuldades e não jogou o bastante para merecer a vitória.

Oswaldo pede também maior incentivo da torcida que parece ainda não confiar no novo Santos. "Falta o maior entusiasmo da cidade. Espero que neste domingo, se não chover, tenhamos a casa cheia. Gostaria muito que a torcida do Santos participasse, porque pode ser o décimo segundo jogador e injetar no campo a atmosfera respirada fora", concluiu.

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