Sérgio Neves/AE
Sérgio Neves/AE

Santos vai atrás de velhos nomes para reforçar time em 2013

Robinho e Diego, dois dos maiores expoentes do clube, devem se juntar a Neymar no ano que vem

Sanches Filho, Jornal da Tarde

18 de setembro de 2012 | 09h13

SANTOS - Os R$ 23,8 milhões que vão entrar nos cofres da Vila Belmiro com a quase certa venda de Ganso têm destino certo: a formação de um supertime para voltar a disputar títulos importantes em 2013. A alta cúpula santista ainda lamenta a oportunidade perdida ‘aos 45 minutos do segundo tempo’ para repatriar, no meio deste ano, Robinho e Diego, os dois maiores expoentes da segunda geração dos Meninos da Vila. No dia do fechamento da janela para transferências de jogadores do exterior para o Brasil, Milan, da Itália, e Wolfsburg, da Alemanha, teriam feito novas exigências para liberar os dois ex-santistas, o que impediu a conclusão das negociações.

Outro jogador que também teve passagem vitoriosa pelo Santos e que volta a entrar nos planos da diretoria é o veterano Zé Roberto, que, em parceria com Elano, reergueu o Grêmio no Campeonato Brasileiro. No meio do ano, Zé Rico (apelido que o meia recebeu em 2006 em razão do salário de R$ 500 mil mensais que recebia no clube) estava livre no mercado e até chegou a se oferecer para voltar, só que os cartolas alegaram que o momento não era propício. Na verdade, o Santos estava com a folha do futebol inflacionada e, antes de contratar, era preciso cortar gastos, o que foi feito após a eliminação na Libertadores.

Pessoas da família de Robinho que moram na Baixada Santista garantem que o atacante tem encaminhado o seu desligamento do Milan, em dezembro, e que até teria pedido a sua esposa, Vivian, para começar a cuidar dos detalhes da viagem de volta a Santos, em dezembro. Robinho tem dois apartamentos na cidade e uma luxuosa casa em um condomínio fechado no Guarujá.

O projeto de formação de um time forte, unindo as gerações de 2002 e 2010 (Neymar e André) é visto com entusiasmo pelo craque das pedaladas.

DE OLHO NA SELEÇÃO

Para Robinho, o caminho mais curto para sua participação na Copa do Mundo de 2014 é o Santos, com a ajuda direta de Neymar. Seria a repetição do que aconteceu em 2010. A sua volta ao Santos e as conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil no primeiro semestre reabriram as portas para a reconquista do seu espaço na Seleção Brasileira de Dunga.

Nas suas entrevistas mais recentes, Muricy tem deixado claro que o Santos passa por uma transição e que voltará a ser forte em 2013, independente da classificação ou não para a Libertadores.

Como o time atual se torna frágil demais toda vez que Neymar é chamado a integrar a Seleção Brasileira, a ideia do técnico é montar uma equipe competitiva e que não caia tanto de produção ao ficar sem sua principal estrela. E que com ele seja um Santos quase imbatível.

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