Santos vai em busca da terceira vitória consecutiva

Satisfeito com a eficiência do esquema com três atacante, Leão mexerá o mínimo possível no time

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

29 de fevereiro de 2008 | 17h50

O técnico Emerson Leão vai mexer o mínimo possível no time, com a esperança de que o Santos repita contra o Sertãozinho, neste sábado, às 18h10 (com transmissão do estadao.com.br), em Sertãozinho, a grande atuação do segundo tempo da goleada por 4 a 1 diante do Ituano, no domingo passado. Domingos entra na zaga no lugar de Evaldo, que está suspenso, e Adriano volta a formar a dupla de volantes de marcação com Rodrigo Souto, no lugar de Marcinho Guerreiro.   Veja também: Classificação Próximos jogos / Últimos resultados   Como foi mal nas primeiras rodadas, o Santos, que neste sábado poderá conseguir a terceira vitória consecutiva, não pode mais perder se quiser continuar com possibilidades de classificação para as semifinais do Campeonato Paulista. O objetivo de Leão é somar três pontos contra o Sertãozinho e depois ganhar os dois jogos seguintes, na Vila Belmiro, contra Noroeste e Mirassol, para se aproximar dos quatro primeiros lugares. Embora a partida seja fora de casa, o técnico vai manter o esquema com dois zagueiros, dois volantes de marcação e dois meias, para que Molina tenha maior liberdade e volte a desequilibrar.   "Com essa formação, aumentou o espaço a ser preenchido pelos jogadores e houve maior divisão de responsabilidade. A mudança beneficiou alguns (Molina e Kléber Pereira), mexeu com outros e houve uma melhora geral", explicou Leão, que encontrou em Wesley, um garoto parecia fora dos planos, o jogador-operário para correr por Molina.   Com maior liberdade, o colombiano passou a ser o responsável pela ligação entre os volantes e o ataque, com importantes assistências e até um gol, diante do Ituano. "Molina deixou de ser o meia que apenas preenche espaço, volta para ajudar na marcação e que toca a bola. Agora, ele tem liberdade para explorar todo o seu potencial", acrescentou o treinador.   Outro jogador que ajudou a mudar a cara do Santos depois da derrota contra o então lanterna Rio Preto é Tripodi. Enquanto Wesley se movimenta por todas as partes do meio-de-campo para frente, o atacante argentino cai pelas laterais, atraindo a marcação e abrindo espaços para Kléber Pereira, que deixou de voltar para buscar. "Essa não pode ser a tarefa de um atacante de alto nível e que já passou dos 30 anos (Kléber Pereira faz 33 em agosto). A condição dele não é mais a mesma e por isso tem que ficar mais perto da área", ensina o treinador.   Contra o Guarani, Tripodi - ou Mariano, para Leão - fez o papel que lhe foi dado. Correu em dobro para que Kléber Pereira se desgastasse menos, mostrou que não é de desistir da bola nunca e que é bom finalizador. Arrancou aplausos da torcida e elogios do técnico, que lamentou ter de "sacrificá-lo" aos 22 minutos do primeiro tempo contra o Ituano, para recompor a defesa com a entrada de Domingos, após a expulsão de Evaldo. E a expectativa é de que o quarteto formado por Molina, Wesley, Tripodi e Kléber Pereira volte a desequilibrar em Sertãozinho, para compensar o risco que corre ao apostar na formação mais ofensiva.   SERTÃOZINHO Em 16.º lugar, com 11 pontos, e sob forte ameaça de rebaixamento, o Sertãozinho tem na estréia do veterano técnico Lori Sandri a principal arma para tentar parar o Santos. "Não temos muito tempo. Vamos tentar mexer pouco na equipe por enquanto, para depois implantar nossa filosofia. O mais importante é deixar os jogadores tranqüilos e, ao mesmo tempo, concentrados somente no jogo", pregou o treinador. Sertãozinho Lauro; Pedro Paulo, Galeano e Erivélton; Ricardo Lopes, Elias, Ceará, Assis e Júlio César; Hugo e Tuto Técnico: Lori Sandri Santos Fábio Costa; Denis, Domingos, Betão e Carleto; Adriano, Rodrigo Souto e Molina; Wesley, Kléber Pereira e Tripodi Técnico: Emerson Leão Árbitro: Luiz Flávio de OliveiraEstádio: Frederico DalmazoHorário: 18h10TV: SporTV   Sobre o Santos, Lori fez vários alertas aos seus jogadores. "O Santos é um time de tradição, de camisa, que vem passando por um processo de reformulação. Mas tem um elenco forte, tanto que já se recuperou nas últimas rodadas e vai continuar subindo. Só espero que não consiga nos vencer", disse o técnico, que substitui Luiz Carlos Barbieri, demitido no começo da semana.   A diretoria espera bom público para a partida, em torno de oito mil torcedores. O "jogo do ano" foi mesmo disputado contra o Corinthians, transferido para o Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Na ocasião, a renda ultrapassou os R$ 700 mil, sobrando líquidos para o clube cerca de R$ 500 mil.

Tudo o que sabemos sobre:
Santos FCSertãozinhoPaulistão A-1

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.