Santos vai reclamar de arbitragem, mas sem fazer alarde

Diretoria analisará teipe do jogo contra o São Paulo para tomar providências na Federação Paulista

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

11 de fevereiro de 2008 | 18h08

O Santos está analisando o teipe do clássico e se chegar à conclusão que os erros do juiz Rogério Batista do Prado determinaram a vitória do São Paulo por 3 a 2, vai tomar providências. Mas, o presidente Marcelo Teixeira, que foi ao vestiário dos árbitros após o jogo e elogiou o juiz e seus auxiliares, disse, através de sua assessoria de imprensa, que vai agir nos bastidores, sem fazer alarde. Pode até vetar Rogério Batista para os próximos jogos do clube, mas sem dar publicidade ao fato.   Veja também: Apesar da derrota no clássico, Leão aprova o Santos A atitude cautelosa provavelmente é uma estratégia para evitar que Leão seja denunciado, julgado e suspenso por muito tempo em razão das fortes acusações que fez quando saía de campo, após o jogo. O técnico disse, inclusive, que o São Paulo é muito forte e que os juízes têm medo de errar com ele. Sem contar o risco de sofrer retaliações, como Mano Menezes, técnico do Corinthians, acredita que houve na sua expulsão no domingo.   Nesta segunda-feira, Teixeira recebeu um telefonema do presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Pólo Del Nero, e preferiu mais ouvir a falar. Del Nero teria dito que estranhou a expulsão de Rodrigo Tabata, a menor das queixas santistas, que viram pênalti, e não bola na mão, de Miranda, e grave erro do juiz ao permitir a cobrança da falta que resultou no segundo gol do São Paulo, após Fábio Santos empurrar a barreira.   Além de se manter em silêncio sobre a arbitragem do clássico, Teixeira não permitiu que outros dirigentes do clube falassem sobre o assunto, temendo novos de acessos de estrelismos como o do diretor jurídico Ângelo José Vilchez Ramos, sem experiência no futebol, após a derrota por 2 a 1 diante do Barueri, na Vila Belmiro.   O advogado aproveitou o clima desfavorável ao juiz Otávio Correa da Silva para tentar obrigá-lo a se submeter ao exame antidoping, alegando que o viu tomar um medicamento antes do início do jogo, em razão de uma inflamação no umbigo, provocado pela colocação de piercing. Após os 15 minutos de glória de Vilchez, ficou esclarecido que o juiz esteve no posto médico do estádio apenas para pedir um pedaço de esparadrapo, com o qual fixou melhor o fone no ouvido. E no dia seguinte Correa da Silva levantou a camisa e exibiu a barriga, para mostrar que não usa piercing.

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