Santos vê evolução e acredita que sairá do rebaixamento

Cuca elogia postura do time no jogo e Molina, que estava ameaçado até de dispensa, demonstra alívio com gols

Sanches Filho, Especial para O Estado de S. Paulo

27 de julho de 2008 | 20h49

"Foi uma bela tarde". Dessa forma o técnico Cuca definiu a goleada do Santos por 5 a 2 sobre o Vasco. E o que mudou no time goleado no meio da semana para o deste domingo foram as jogadas em velocidade de Maikon Leite, caindo pelos lados do campo e a personalidade do time. Veja também: Santos bate o Vasco por 5 a 2 e respira no Brasileirão"Procurei mudar um pouco e nem fiz preleção para diminuir a pressão sobre os jogadores. Apenas falei sobre a maneira como o Vasco ia jogar e como deveríamos encaixar o nosso futebol", revelou o técnico. "O que vi de diferente foi que o time não se perdeu quando o Vasco fez o seu primeiro gol. Ninguém ficou se culpando pelo erro de colocação", emendou. Ao contrário dos últimos jogos, quando mesmo com a derrota insistia em falar sobre a evolução do time, Cuca preferiu dizer que o mais importante na partida foi vencer. "Temos que reconhecer que o nosso segundo tempo não foi tão bom. Mas, com o resultado podemos sonhar com um bom jogo contra o Internacional e a soma de pontos para começarmos a sair da zona do rebaixamento." REDENÇÃOAlvo de muitas especulações depois do clássico com o Palmeiras, Molina provou que o técnico Cuca se equivocou ao tirá-lo do time na metade do jogo da quinta-feira. Ele abriu o marcador ao receber um passe de Michael e fechou a goleada, aproveitando rebote do goleiro Roberto num chute de Maikon Leite. Pulou nas costas de Kléber Pereira no quarto gol santista, numa demonstração de que não houve briga entre ambos. E ao sair de campo, comemorou. "Vou embora tranqüilo", disse. "Não é fácil entrar em campo na lanterna. Tem que ter determinação para buscar o resultado desde o primeiro tempo." Mostrando que não há divisão no grupo, os jogadores se abraçaram no centro do campo no final do primeiro tempo e depois do jogo. O que foi possível ouvir foi o grito do capitão Kléber. "Não é hora de amolecer, é hora de pegada."

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