Santos vence e fica perto da vaga

O Santos sofreu para escapar da retranca equatoriana. Somente no segundo tempo, com Robinho, de cabeça, fez o único gol da partida. Resultado magro, mas suficiente para isolar ainda mais o time na liderança do Grupo 7 da Taça Libertadores, com 10 pontos, e deixá-lo bem perto da classificação para a segunda fase. O Barcelona de Guayaquil se manteve com 4, na segunda posição. A equipe santista teve dificuldade em mostrar seu futebol, faltou em alguns momentos inspiração e, em outros, trabalhar melhor as jogadas. O Barcelona veio ao Brasil disposto ao 0 a 0. Prova disso é que o técnico Victor Luna armou o time com apenas um atacante, o brasileiro Rodrigo Teixeira. Vera ainda entrou para apoiá-lo, mas, na etapa final, para se fechar ainda mais na defesa, Luna tirou os dois. O meia Kaviedes e o lateral-esquerdo George Fricson eram os mais perigosos. O Santos perdeu neste ano o conjunto mostrado em 2003 e 2002. Em parte porque Diego caiu muito de produção, porque lá na frente não existe um jogador para participar das triangulações ? Robson, até o momento, não vem fazendo isso. Contra o Barcelona, o time buscava apenas jogadas individuais, Robinho ou Renato ou Elano tentando resolver sozinho. Quando partiam para a tabela, não dava certo. Garra não faltou, nem velocidade. Mas velocidade com a bola nos pés, sem os toques rápidos que encheram os olhos de quem gosta de futebol. A equipe correu muito, desde o começo. Léo arrancou logo aos 30 segundos, tirou dois e chutou. O goleiro defendeu. Claiton também não parou um segundo, com mais obstinação que técnica. Robinho, mesmo marcado, era o mais perigoso. A saída de Paulo César (Marco Aurélio entrou em seu lugar) no início da partida prejudicou ainda mais a criação santista. Quase todas as tentativas de ataque passaram a sair de lances pelo meio. Com Renato e Elano na maior parte das vezes. Até o meio-de-campo, tocavam muito bem, dominavam, daí para a frente, no entanto... O segundo tempo começou da mesma forma. Os equatorianos fechados e os santistas pouco criativos. Antes dos 15 minutos, Leão fez duas substituições. Tirou Diego e Elano, colocou Preto Casagrande e Basílio respectivamente. Aos 23, Marco Aurélio fez a jogada pela direita e cruzou na área, Robinho com estilo marcou de cabeça: 1 a 0. No lance seguinte, Robinho pegou novamente na bola, partiu para cima da zaga, tentou tocar e... não deu certo. Gol é assim, serve para animar o time, mas não para solucionar os erros que vinham sendo cometidos. A partida em momento algum esteve nas mãos do Barcelona. Se não fosse um jogo internacional pela Libertadores, seria uma partida tranqüila. O problema do Santos é que ele tinha a posse de bola, mas, sem grande inspiração, ficou preso na retranca equatoriana. Mesmo perdendo por 1 a 0, o Barcelona nem se aventurou no ataque. Os santistas não chegariam em casa vibrando de qualquer forma, ainda mais quando, no final, Robinho deu uma entrada desnecessária e recebeu o segundo cartão amarelo. O atacante, expulso infantilmente, está fora do jogo do dia 25, quando o Santos pega o Guarani, no Paraguai.

Agencia Estado,

11 de março de 2004 | 20h56

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