Santos vence e reassume liderança

Quando uma equipe precisa se reabilitar, enfrentar um adversário fraco facilita as coisas. O Santos constatou isso hoje, na Vila, no jogo com o Atlético-MG, um time desentrosado e formado por vários jogadores conhecidos, mas que pouco fizeram nos vários clubes por onde passaram - a maioria deles pelo menos. Resultado: o Santos venceu por 3 a 0 sem fazer força (aspecto importante, para quem tem na quarta-feira o decisivo jogo contra a Universidad de Chile pela Libertadores) e voltou à liderança do Brasileiro. Tem, agora, 12 pontos e saldo de gols (7) melhor que Fluminense (4) e Botafogo (2), ambos derrotados na rodada. Hoje o Santos, a rigor, só precisou jogar um tempo, o primeiro. Sem Henao, machucado, e os volantes Fabinho e Bóvio, poupados para o duelo contra os chilenos, não precisou correr muito para se impor. Até porque o Atlético colaborou. Tite escalou o time com três zagueiros que não marcavam ninguém nem se posicionavam corretamente. E os jogadores de meio-campo também deixaram os santistas jogar. A conseqüência é que os dois gols do Santos na etapa, ambos de Ricardinho, foram em jogadas semelhantes. No primeiro, Deivid fez o que quis e lançou para o meia chutar de direita; no segundo, o passe foi de Robinho, e a conclusão, com a perna "boa??, a esquerda. Detalhe: nos dois lances Ricardinho recebeu na área, sem marcação. Na etapa final, o Santos recuou, o Atlético avançou, ficou mais (bem mais) tempo com a bola e concluiu várias vezes contra o gol do Santos - que, aliás, tem zagueiros de área que causam calafrios. Merecia, então, melhor sorte, certo? Errado. Um time que tem jogadores que não sabem concluir nada merece. Além disso, o Santos só foi (aparentemente) dominado porque não forçou. E quando atacou fez o terceiro gol, marcado contra pelo zagueiro Adriano (chutou bisonhamente contra o próprio gol), após jogada em que Robinho deu um drible estonteante em Henrique. Fez, também, o quarto. Mas o juiz Wagner Tardelli inexplicavelmente anulou. Só ele viu falta de Robinho em Henrique, num lance em que o atacante acertou bela cabeçada. Um gol que só aumentaria o brilho da vitória justa, incontestável e recuperadora do Santos.

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