Santos vence Goiás e quebra tabu

O renovado Santos, sem jogadores remanescentes do título Brasileiro de 2002, começou muito bem sua trajetória. Hoje, a equipe foi até Goiânia, onde jamais havia vencido pelo Nacional, e acabou a marca negativa ao fazer 4 a 3, com show do seu novo camisa 7: Basílio. Num belo confronto, disputado em alta velocidade e com lances plásticos, a ausência do malabarista Robinho - não veste mais a camisa do clube - e do goleador Deivid - o Santos aguarda resposta do Bordeaux sobre sua oferta - passou despercebida. Parece incrível, mas a dupla que fez a diferença nos títulos de 2002 e 2004, e que é o sonho de todo grande clube mundial, desta vez não fez falta. Graças a um Basílio inspirado e a um Douglas afinado nas conclusões. Dos pés da nova dupla surgiu o primeiro gol, logo aos 6 minutos. O substituto de Robinho tocou de letra, recebeu na corrida, sua especialidade e, com toque sutil, serviu o centroavante: 1 a 0. Por outro lado, Léo e Leonardo fizeram muita falta na defesa, definida por Gallo de "muito frouxa na primeira etapa." A eficiência na frente era desespero lá atrás. Em trocas de passes na área santista, com zagueiros só observando, o grandalhão Aldo empatou, aos 9 e Souza, no que pareceu replay, só que desta vez por baixo, virou aos 37. Antigamente, quando o jogo ficava duro, complicado, os santistas já sabiam: bola nos pés de Robinho, que com suas mágicas, desequilibra. E sem ele? O talismã Basílio virou a salvação de Gallo. Ao servir Douglas, no gol de empate e ao marcar o terceiro, antes do intervalo. Bela virada em Gallo? Está feliz? "Que nada, a gente trabalha a semana inteira para não tomar gol em bolas paradas e sofremos logo dois, com linha de passe na nossa área", bronqueou, já antecipando a bronca nos defensores Paulo César, Altair, Ávalos e Carlinhos. Deu resultado. Seus comandados voltaram ligados para a etapa final. E ampliaram com belo voleio, de Ricardinho, de fora da área. E o Basílio? Cavou a expulsão de Cléber Gaúcho e, mais por méritos de Harlei, desperdiçou o que seria o quinto e tranqüilizador gol. Mas o fato de deixar o rival, denominado de pedra no sapato dos santistas - sempre costuma aprontar, seja no Serra Dourada ou na Vila Belmiro - com um a menos já não seria grande contribuição? Seria, não fosse o espírito de luta dos goianos. Em meio aos gritos de "burro, burro" pela torcida do Goiás para o técnico Édson Gaúcho, após substituir Paulo Baier, Jorge Mutt descontou. Daí para frente quem parecia estar com 10 era o Santos. Um bombardeio, com Mauro fazendo milagres, a bola passando raspando. O Goiás ainda reclamou de toque de mão de Altair, dentro da área. Mas foi apenas um lance sem intenção. E, agora sim, méritos para os defensores, que após dura bronca de Gallo nos vestiários, mostraram brio e força para garantir mais três pontos ao time.

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