Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Santos ganha por 1 a 0, sai da degola e tira o Corinthians do G4

Ricardo Oliveira garante o alívio aos santistas na Vila Belmiro

VÍTOR MARQUES, O Estado de S. Paulo

20 de junho de 2015 | 19h13

O Santos venceu o clássico contra o Corinthians por 1 a 0, neste sábado, na Vila Belmiro, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, e estes três pontos foram cruciais. O time saiu da zona de rebaixamento - tem agora 10 pontos, em posição intermediária - e tirou o maior rival do G4 - ficou com 13 pontos e foi ultrapassado pelo Atlético Mineiro. Foi um resultado mais que perfeito e que alivia a pressão sobre o técnico Marcelo Fernandes.

O Corinthians recebeu um choque de realidade. O desmanche abalou as estruturas do time do técnico Tite, refém de um elenco carente de um bom atacante. Não se faz gol sem chutar a gol. A "pressão" nos minutos finais e as bolas nas traves que quase deram o empate ao clube de Parque São Jorge foram fruto mais da força de vontade em um jogo muito modificado por causa das duas expulsões - uma de cada lado.

O Santos foi melhor como equipe nos 90 minutos. No primeiro tempo, abriu o placar logo aos nove minutos com Ricardo Oliveira, por pouco não fez o segundo com Geuvânio e rondou a área de Cássio. O time da Vila Belmiro foi superior e envolveu o Corinthians. Marquinhos Gabriel e Rafael Longuine supriram a ausência de Lucas Lima. Eles se movimentavam bastante e buscavam Gabriel ou Ricardo Oliveira.

O lance do gol foi um exemplo. Rafael Longuine fez um lançamento preciso para Ricardo Oliveira. O atacante ganhou de Edu Dracena com muita facilidade e bateu cruzado, rasteiro, por baixo do corpo de Cássio.

Os espaços da defesa do Corinthians deixados por Fagner e Edu Dracena se transformaram em um prato cheio para Gabriel e o ataque do Santos. O rival sequer conseguia responder. Vagner Love, que herdou a 9 de Guerrero, não possui uma característica vital para um pivô: não prende a bola. Além disso, jogou isolado.

A equipe de Tite estava presa e sem criação no meio de campo. Não havia pressão na marcação. Muito pelo contrário, o time se plantou atrás. Havia muita burocracia e pouca imaginação com o trio Jadson, Renato Augusto e Petros. O vigor físico e a velocidade do colombiano Mendoza também não levavam a lugar nenhum. A defesa corintiana esteve desligada e qualquer jogada em cima de Edu Dracena e Gil levava perigo a Cássio.

Na volta do intervalo, o Corinthians conseguiu ao menos ficar mais tempo com a bola em seu controle e o jogo mudou de configuração. Ao Santos era interessante e cômodo apostar no contra-ataque. Ao rival não havia alternativa se não tentar buscar o empate.

Foi neste contexto que Tite mexeu no time. Sacou Petros e colocou Luciano. Deu certo. O Corinthians atacou mais, arriscando a sofrer um gol no contra-ataque. O que mudou o panorama do jogo foram as expulsões de Rafael Longuine e de Fagner. O vermelho que o corintiano recebeu complicou a vida do time. Duas bolas na trave evitaram o empate corintiano - uma cabeçada de Luciano e um chute de Edílson. Essas foram as duas únicas chances de gol da equipe em 90 minutos.

FICHA TÉCNICA

SANTOS 1 x 0 CORINTHIANS

SANTOS - Vladimir; Daniel Guedes, Werley, David Braz e Victor Ferraz; Lucas Otávio, Marquinhos Gabriel (Thiago Maia), Rafael Longuine e Geuvânio (Leandrinho); Ricardo Oliveira e Gabriel (Neto Berola). Técnico: Marcelo Fernandes.

CORINTHIANS - Cássio; Fagner, Edu Dracena (Danilo), Gil e Uendel; Ralf, Petros (Luciano), Jadson e Renato Augusto; Mendoza (Edílson) e Vagner Love. Técnico: Tite.

GOL - Ricardo Oliveira, aos 9 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Daniel Guedes, Vladimir, Geuvânio e Neto Berola (Santos); Ralf, Luciano e Uendel (Corinthians).

CARTÕES VERMELHOS - Rafael Longuine (Santos); Fagner (Corinthians).

ÁRBITRO - Luiz Flávio de Oliveira (Fifa/SP).

RENDA - R$ 255.964,00.

PÚBLICO - 7.674 pagantes.

LOCAL - Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP).

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