Santos vive clima de otimismo após fim do jejum

Cuca acredita na recuperação dentro do Campeonato Brasileiro; nesta quinta-feira, time pega o Palmeiras

Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2008 | 19h55

O otimismo tomou conta do Santos após a sofrida vitória por 1 a 0 sobre o Sport, no último domingo, na Vila Belmiro, que interrompeu a série de 10 resultados negativos - foram cinco derrotas e cinco empates. Agora, a ordem no elenco santista é manter a regularidade para sair da zona de rebaixamento do Brasileirão, começando pelo clássico da próxima quinta-feira, contra o Palmeiras, no Palestra Itália. Veja também: Santos vai tentar reduzir suspensão do volante Rodrigo Souto "Deu para sentir que o ambiente já era outro na hora em que foi puxada a oração nos vestiários, depois do jogo. O Campeonato Brasileiro está embolado e não podemos perder mais tempo", disse o atacante Maikon Leite, que substituiu o paraguaio Nelson Cuevas nos minutos finais da vitória sobre o Sport. Depois de sofrer uma pancada no tornozelo direito, Maikon Leite compareceu nesta segunda-feira ao Centro de Treinamento Rei Pelé para fazer tratamento médico, junto com Fábio Costa e Fabinho. Os demais jogadores do elenco santista, no entanto, foram avisados por telefone na manhã desta segunda que o dia era de folga geral, um prêmio do técnico Cuca ao espírito de luta que a equipe mostrou nos últimos jogos. Supersticioso, o técnico Cuca, que jamais comparece à sala de entrevistas sem ter uma bola nas mãos e não permite que o ônibus da delegação dê ré com ele dentro, está confiante na recuperação santista. E acredita na repetição da história que viveu no comando do Goiás em 2003. "Ficamos nove jogos sem ganhar e, depois de interromper a fase negativa, passamos 16 sem perder. A nossa campanha foi a segunda melhor do segundo turno, atrás apenas do Cruzeiro", lembrou. No Santos, como aconteceu naquele Goiás, Cuca acredita que o time dependia apenas de uma vitória para ter uma seqüência favorável. Agora, com volta da confiança, ele acredita que haverá grande evolução. E, tão importante quanto voltar a vencer, é a recuperação de importantes titulares.  O atacante Kléber Pereira, por exemplo, reconquistou a torcida com mais um gol. No jogo contra o Sport, ele cobrou mal o pênalti, mas acabou sendo recompensado pela persistência, aproveitando o rebote e fazendo o gol da vitória santista. Antes, Kléber Pereira evitou a derrota contra o Botafogo, também na Vila Belmiro, ao marcar duas vezes, depois do jejum de oito jogos sem gols. Ao ser acusado de freqüentar muito a noite, o atacante disse até que tinha medo de sair de casa por causa da forte pressão dos torcedores. No domingo à noite, no entanto, ele foi festejado por torcedores quando jantava num restaurante da cidade. O meia colombiano Molina é outro que saiu em alta da partida de domingo. No dia de sua apresentação, Cuca destacou dois jogadores: Molina, pela boa Libertadores que disputou pelo Independiente de Medellín, Colômbia, em 2003, e Rodrigo Tabata, que ele conheceu no Goiás. Porém, os dois foram tragados pela crise. Tabata teve algumas chances, não aproveitou e foi vendido ao futebol turco. Até a minutos antes da partida com o Sport, Molina, que vinha sendo banco do garoto Tiago Luís, era o reserva de Roberto Brum. Cuca, porém, mudou de idéia e não se arrependeu. Além de sofrer o pênalti do gol santista, o colombiano mandou a bola na trave numa cobrança de falta e reconquistou o seu espaço.

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