Santos volta e reclama da violência uruguaia

Os santistas lamentaram hoje o empate contra o El Nacional, mas reclamaram muito da violência dos uruguaios e das falta de pulso do juiz argentino Horacio Elizondo, que não conteve os adversários. "O ponto negativo foi o juiz, pois o time deles bateu o tempo todo e não foi coibido", disse o goleiro Fábio Costa, que acha mais: "se ele tivesse sido só um pouco rigoroso, teria expulsado dois adversários". Os uruguaios batiam e logo em seguida pediam desculpas. Demorou pouco para os santistas perceberem a real intenção deles e passarem a evitar até esse tipo de gesto. "Eles vinha pedir desculpas e davam puxão no cabelo e beliscão", contou o meia Renato. Ele revelou que, com a violência praticada pelos adversários, os jogadores do Santos tiveram que tomar cuidado para não sofrer uma contusão mais séria. "Num lance desses, se não tivesse tirado a perna na hora certa ficaria um bom tempo sem jogar futebol", disse Renato. O lateral-esquerdo Léo levou uma pancada no joelho direito e ainda não sabe se terá condições de atuar domingo, contra o Fortaleza. "Conversei com o doutor Taira e ele disse que a torção não é problema, porém ainda dói muito e precisamos avaliar o efeito da pancada, que foi muito forte", disse o jogador ao chegar hoje a Santos. E continuou: "Lá em Montevidéu, eles deram cotoveladas, morderam, fizeram de tudo e vamos ver se eles têm coragem de fazer isso aqui na Vila Belmiro, no jogo de volta". Para Léo, "os uruguaios sabiam das dificuldades que irão enfrentar em Santos e, por isso, jogaram a vida deles na partida de quarta-feira, pois conhecem a importância de uma classificação na Libertadores". E ele entende que as dificuldades do Nacional serão mesmo grandes na Vila Belmiro: "Eles ainda estão sonhando com a classificação, só que enfrentarão um Santos bem mais aguerrido". O zagueiro Alex lamentou o gol que os uruguaios marcaram quando o segundo tempo já passava dos 50 minutos e atribui o empate a dois fatores: a violência do adversário e o jogo aéreo perigoso. "Eles bateram muito e isso dificultou para nós", disse ele, esclarecendo que os jogadores do Nacional "não só bateram fisicamente, mas também verbalmente". Quanto à eficiência nos cabeceios, revelou que "a ordem é dar mais atenção a essas jogadas e a marcação". Fábio Costa, mais uma vez um dos melhores jogadores do Santos na partida, entende que foi um bom teste para a jovem equipe santista, com pouca experiência internacional. "Apesar de ser um pouco inexperiente, o time suportou a pressão e demonstrou que tem personalidade". Dois jogadores santistas tinham algo mais a comemorar: Robinho marcou seu primeiro gol de cabeça como jogador profissional e Ricardo Oliveira ultrapassou a marca de Pelé numa Libertadores.

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