São Bento: caminhão cai sobre vestiário

Um caminhão basculante carregado com piche despencou, nesta sexta-feira, num dos vestiários do Estádio Municipal Walter Ribeiro, em Sorocaba, no momento em que os jogadores do São Bento tomavam banho. O vestiário fica na marquise do estádio, no subsolo, cerca de 6 metros abaixo do campo de futebol. O veículo, com peso de 14 toneladas, estava a serviço da empreiteira contratada pela prefeitura para reformar o estádio e fazia manobras sobre a laje de concreto que recobre os vestiários. A estrutura se rompeu e o caminhão caiu com a parte traseira para baixo. A cabine ficou suspensa. A caçamba, os destroços da laje e parte do piche caíram sobre o lateral-direito Júlio César, de 26 anos, e atingiram também o treinador de goleiro Anselmo da Silva. Mesmo ferido, Silva pediu ajuda para socorrer o jogador. Com ferimentos na cabeça, nos braços e queimaduras causadas pelo piche, Júlio César foi levado inconsciente para a Santa Casa local. Atendido no pronto socorro, chegou a ser transferido para o centro cirúrgico, mas não houve necessidade de cirurgia. À tarde, os médicos informaram que ele já estava em um quarto do hospital e sua recuperação era considerada boa. Silva foi apenas medicado. Os 24 jogadores tinham participado de um treinamento visando a estréia da equipe no Campeonato Paulista de 2006, no dia 12 de janeiro, contra o Santos, em Sorocaba. O jogo marca a volta do São Bento à Primeira Divisão do futebol paulista - esteve entre os 4 melhores da Segundona este ano. O setor dos banheiros onde os jogadores estavam não foi atingido pelo caminhão, mas Júlio César tinha saído para a ala externa a fim de atender uma ligação no celular. O acidente causou pânico entre os jogadores, que abandonaram o vestiário enrolados em toalhas. O presidente do São Bento, David Ferrari Júnior, criticou a prefeitura, responsável pelas obras no estádio. ?É muita incompetência permitir que um caminhão circule sobre uma laje que não tem estrutura nenhuma para agüentar o peso?. O secretário municipal de Obras, José Antonio Bolina, disse que o acidente era imprevisível. ?Retiramos mil caminhões de terra e grama por aqui e não aconteceu nada?. Segundo ele, o estádio foi construído há quase 30 anos e não havia sinal de que a laje fosse ruir. A Polícia Civil vai abrir inquérito para apurar as causas do acidente. A prefeitura também vai apurar através de sindicância.

Agencia Estado,

02 de dezembro de 2005 | 12h34

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