Cesar Greco/Agência Palmeiras
Cesar Greco/Agência Palmeiras

São Bernardo reclama do Palmeiras: ‘Queriam cobrar o porco inflável’

Presidente de time do ABC critica divisão de renda

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2016 | 07h03

O presidente do São Bernardo, Luiz Fernando Teixeira, está irritado com a diretoria do Palmeiras, pelos valores gatos com despesas no Allianz Parque, na partida realizada na segunda-feira, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. No total, o time do ABC ficou com R$ 450.557,14 da renda líquida, sendo que o valor bruto foi de R$ 1.759.380,50. O dirigente quer uma auditoria da Federação Paulista.

Segundo o regulamento, a renda líquida seria dividida entre os dois clubes. O que mais tirou o dirigente do sério foi o valor do aluguel do estádio e despesas que ele considera não serem relacionadas ao jogo. 

“Não fui informado que eu teria que pagar aluguel. O custo para jogar no Pacaembu é, no máximo, uns R$ 90 mil. Me aparecem com um custo de R$ 264 mil e ainda cobraram várias coisas que não consideramos justas”, disse o dirigente ao Estado. O aluguel do estádio foi de R$ 263.907,08.

O São Bernardo pediu auditoria no borderô e aguarda uma resposta da FPF. “Tem coisas que saíram como despesa para o São Bernardo e crédito ao Palmeiras. Meu elenco custa R$ 340 mil e qualquer R$ 30 mil não faz cócegas para o Paulo Nobre, mas para nós é muito. Eu estava esperando que tivesse uns R$ 500 mil de despesas. Não tudo isso (R$ 858.266,23)”.

Alguns custos causaram mais irritação do dirigente. “Cobraram uma taxa pela empresa que serviu coquetel nos camarotes. O que isso tem a ver com o jogo? Nada”, reclamou Luiz. 

E as despesas poderiam ter sido ainda maior. Ele contou que conseguiu tirar do borderô dois custos que ele achou um absurdo. “Cobraram manutenção daquele bicho inflável que levantam no jogo, que seria um porco, mas me parece um cachorro. Queriam que a gente pagasse por aquilo. E ainda tentaram cobrar da gente a manutenção de ar-condicionado e dos elevadores”, se lamentou. 

Sem motivo. O Palmeiras explica que em jogos na arena tem uma despesa alta e por isso os descontos foram elevados. Sobre o aluguel, contou que o valor é referente a 15% da renda bruta, taxa definida pela FPF e confirmada pela entidade. Os outros três jogos das quartas de final também tiveram a cobrança sem protesto dos clubes. 

Embora deixe claro que tenha uma boa relação com o presidente Paulo Nobre, Luiz demonstra se sentir traído pelo dirigente. “No Conselho Arbitral, o Paulo falou comigo, me explicou como funciona o Avanti e que poderia ter uma diferença na bilheteria e entendi. Ele definiu o preço dos ingressos, concordei, aí depois me vem essa surpresa”, desabafou o cartola.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.