São Caetano, de Tite, contra o Grêmio

Além da necessidade de vencer para se reabilitar dentro do Campeonato Brasileiro, o jogo que o São Caetano faz com o Grêmio, neste sábado, no Estádio Olímpico, tem um toque todo especial para o técnico Tite. Será a primeira vez que ele enfrentará seu ex-clube e, desde já, prevê momentos de muita emoção. Apesar da sua aparente tranqüilidade e da maneira firme como comanda o elenco, Tite é romântico, a típica pessoa de coração mole. Ele já fala do São Caetano com tanto carinho que parece estar no clube há anos, embora na realidade só tenha dirigido o time por cinco jogos. Mais complicado, então, deve ser esquecer os dois anos e meio que dirigiu o tricolor gaúcho, quase sempre com sucesso. "O Grêmio é parte da minha família. Aprendi muito no Olímpico, como se fosse meu pai e minha mãe em casa. No aspecto afetivo, será mesmo muito difícil, mas na parte profissional é um desafio que preciso estar acostumado a enfrentar no dia-a-dia", resumiu. Vira e mexe o técnico se vê obrigado a responder sobre a atual situação do clube gaúcho, lanterna do Brasileirão e numa crise que parece não ter fim. "Infelizmente o clube passa por mudanças gerais, em termos de comissão técnica, elenco e diretoria. Não é uma situação fácil, mas o gremista tem muito brio e pode empurrar o time para a recuperação", espera. Tite comandou um rápido recreativo na sexta-feira no estádio Anacleto Campanella e só soube da queda do técnico Nestor Simionatto quando a delegação seguia para o aeroporto, por volta das 12 horas, mostrando-se surpreso. "Talvez a gente consiga tirar algum proveito da insegurança gerada por esta mudança de comando", comentou, reticente. O novo técnico, o ex-zagueiro Adílson Baptista, só deve assistir o jogo e não sentar no banco. O São Caetano, que perdeu de 1 a 0 para o Flamengo no Rio, vai ser praticamente o mesmo em Porto Alegre. Apenas o zagueiro Dininho, suspenso com três cartões amarelos, fica de fora. Mas Serginho, que cumpriu automática, entra em seu lugar. O esquema 3-5-2 também será mantido. A derrota no Maracanã custou uma posição na tabela, caindo da sexta para a sétima posição, com 41 pontos. O ponto forte do time ainda é sua defesa, a menos vazada com apenas 22 gols. O clube continua com o fixo objetivo de chegar e ntre os três primeiros para assegurar uma vaga na Copa Libertadores de 2004.

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