São Caetano espera apoio maior da torcida

O São Caetano se prepara para não ser surpreendido pelo Boca Junior, quinta-feira à noite, no Anacleto Campanella, no primeiro jogo das quartas-de-final da Copa Libertadores da América. No entanto, o primeiro obstáculo a ser superado até o dia da partida é encontrar uma forma de convencer os torcedores a lotarem o estádio e atrapalhar a concentração e catimba argentina. Ninguém do elenco sabe explicar por que a torcida não comparece. Quando todos pensavam que o título estadual ajudaria o São Caetano a ganhar novos torcedores e encher o estádio em seus jogos, a torcida não soube corresponder. Tudo não passou de ilusão. Até agora, o time do ABC jogou somente duas partidas do Brasileirão no Anacleto Campanella. E faturou duas vitórias contra Vitória (1 a 0) e Criciúma (5 a 0). Mas se dentro de campo, o time vai bem, nas arquibancadas sobra frustração. A média dos dois jogos não chega a 4 mil pagantes. Ano passado, a média era de pouco mais de mil pessoas. Na Copa Libertadores da América, a situação não é diferente. Enquanto Santos e São Paulo lotam seus estádios, o Azulão mantém uma média abaixo da expectativa. Mesmo nos dois últimos confrontos decisivos, contra o Independiente (Argentina), pela repescagem, e América (México), pelas oitavas-de-final, o público no Anacleto não alcançou 5 mil pagantes. "O torcedor tem de entender a importância desta partida e saber que precisamos desse apoio. Tomara que tenha, pelo menos, de 10 a 12 mil pessoas. Tomara mesmo. Pensávamos que o torcedor não vinha porque ainda faltava um título, mas apesar de vencermos o campeonato estadual, o torcedor continua não comparecendo aqui", cobra o lateral Ânderson Lima. Apesar de desconfiar da presença da torcida, alguns jogadores preferem adotar um discurso otimista, esperando que os torcedores surpreendam a equipe do São Caetano na última hora. "É difícil convencer o pessoal de vir assistir o jogo, mas quem sabe não nos surpreendam como fizeram na final do Campeonato Paulista, quando encheram o Pacaembu para celebrar o título", afirma o zagueiro Serginho. Para o atacante Euller, o fator torcida é importantíssimo para uma reta final de competição sul-americana. "Para vencer uma Libertadores é primordial que a torcida compareça. Tenho esperança de que ela venha fazer um barulho para pressionar o Boca Juniors. Quantas vezes um juiz não deu um cartão ou marcou um pênalti por causa da pressão da torcida? Por isso que o São Paulo chegou até esta fase também. Grande parte da campanha que eles estão fazendo devem a força do torcedor", diz. Os ingressos para o jogo de quinta-feira começam a ser vendidos nesta terça-feira no Anacleto Campanella e em mais cinco postos em São Caetano do Sul. Os preços variam de R$ 10 (arquibancada descoberta) a R$ 20 (cadeira coberta).

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