São Caetano humilha Santos e está na final

O Santos levou um baile do São Caetano, neste sábado, no Estádio Anacleto Campanella, no ABC. Humilhante. Perdeu por 4 a 0 e ficou de fora das finais do Campeonato Paulista. Não saiu da fila ? há 20 anos não conquista o título estadual. Neste domingo, o São Caetano conhecerá o seu adversário da decisão que sairá do jogo entre Paulista e Palmeiras, às 16 horas, em Araras. Foi uma tarde que entrou para a história do clube do ABC. Fundado em dezembro de 1989, ainda não havia se credenciado para a decidir o Campeonato Paulista. E chegou à final em grande estilo, como atesta o técnico Muricy Ramalho. ?Derrotamos o melhor time do Brasil. Nosso time chega com méritos à decisão.? Muricy está coberto de razão. Seu time deu um show no Santos. Começou ainda no vestiário quando o treinador abdicou do esquema com três zagueiros para dar mais velocidade ao time. A sua aposta era marcar forte o Santos e jogar nos contra-ataques. Não por acaso, conseguiu o primeiro gol utilizando essa estratégia. Marcinho arrancou pela esquerda, humilhou Claiton com direito a bola no meio das pernas ? a ?cana? que os jogadores chamam o lance ? e cruzou para Euller marcar, de cabeça, aos 38 minutos do primeiro tempo. A tática seria repetida com precisão no segundo tempo. O São Caetano atraía o Santos e ia minando o inimigo nos contra-ataques em alta velocidade, como um pugilista castiga o oponente martelando o fígado a cada round. Conseguiu o segundo gol aos 6 minutos, também no setor esquerdo, com Triguinho cruzando para Fabrício Carvalho marcar, de peito, o segundo do time do ABC. Atordoado com mais um gol, o técnico Emerson Leão trocou Diego por Luis Augusto. Diego, revoltado, resmungou com o treinador ? cena patética à beira do campo. A substituição não deu certo. O Santos estava entregue antes mesmo dos 20 minutos da etapa final. O São Caetano continuava firme na marcação, sem nenhum vacilo. E encurralando o adversário para o golpe fatal. Marcinho, aos 29, acabou com todas as esperanças da torcida santista ? maioria no Estádio Anacleto Campanella. De mais um contra-ataque, recebeu de Euller e fuzilou Doni. Marcinho, o melhor do jogo, também fez o quarto gol, aos 45, após passe de Somália. Nem era necessário, o Santos já estava na roda há muito tempo rezando para o jogo acabar. Humilhante.

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