São Caetano ignora crise paraguaia

As informações sobre a crise que abate a equipe do Olimpia - o presidente do clube pediu demissão do cargo ao saber que alguns jogadores participaram de festa com prostitutas antes do primeiro jogo e outros atuaram contundidos na partida em Assunção - geraram controvérsia na equipe do São Caetano. Alguns atletas acreditaram nas notícias, outros duvidaram. Uma coisa porém é certa: ninguém espera que a partida de amanhã será mais fácil por causa dos problemas do adversário. "Nessa conversa eu não caio", anunciou o meia Robert no último treino da equipe. "Essa história do Olimpia em crise é conversa para boi dormir. Eles querem que a gente entre em campo desconcentrado e isso não vai acontecer", afirmou. Outro jogador, que não quis se identificar, garante que o clima no adversário realmente não é bom. "No jogo do Paraguai ouvi alguns deles chamando o presidente de safado e xingando o treinador quando saíam de campo." Para o atacante Aílton e o zagueiro Daniel, as brigas entre jogadores e dirigentes do time paraguaio não devem alterar em nada a disposição do time do ABC. "A gente tem de se preocupar com a gente e não com o que acontece com os outros", comentou Aílton. "Para mim não muda nada", afirmou o jogador de defesa. O técnico Jair Picerni ressalta que não dá para dizer se os fatos vão alterar ou não o desempenho do Olimpia em campo, por isso todos devem manter a concentração como se nada tivesse acontecido. O meia Adãozinho espera tirar algum proveito da situação. "Espero que eles fiquem bem nervosos e arreiem o pau na gente para o juiz expulsar logo uns três de uma vez", disse. Já o lateral Rubens Cardoso acredita que o fato de o presidente ter chamado os jogadores do time de vagabundos pode dificultar o trabalho do São Caetano. "Acho que o que ele falou pode mexer com os brios de muitos dos jogadores e fazer com que eles venham para cima da gente para provar que ele está errado", avaliou.

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