São Caetano joga no estilo Boca no Morumbi

A chave para o São Caetano segurar o São Paulo, neste sábado à tarde, está no meio de campo. O técnico Mário Sérgio, sempre misterioso, deve armar um verdadeiro quebra cabeças para o adversário. Mas não há dúvida no grupo de que se o time bloquear o setor e se mostrar forte na marcação vai deixar a capital com mais pontos na tabela do Campeonato Brasileiro da Série A. O Azulão vai jogar ao estilo Boca Juniors, último a brilhar no gramado do Morumbi. Normalmente o time já atua com vários jogadores com características de marcação. A maioria é volante de formação, como Ramalho, Fábio Santos e Mineiro, que deve ser o substituto de Marco Aurélio, suspenso com três cartões amarelos. "O time está acostumado a jogar deste jeito, sempre marcando primeiro. Acho que não haverá dificuldade para acertar", prevê Mineiro, que também já desempenhou a função de ala direito. "Nosso sistema de marcação é parecido com o do Boca Juniors" atesta Ramalho, o outro volante do Azulão. A eficiência pode ser comprovado com o número de gols sofridos em 15 jogos: 15 gols. A média de um gol por jogo só é superada pelo Santos, que sofreu 13 gols em 14 jogos. O time tem um desfalque importante na defesa: Dininho, suspenso com três amarelos. O provável é que Serginho forma a linha defensiva ao lado de Tiago. Desta forma, Marlon atuaria na lateral direita e Zé Carlos na lateral-esquerda. O time, então, ficaria mesmo no 4-4-2, bem parecido ao Boca Juniors, campeão da Copa Libertadores. "Será um jogo em que vamos tentar prevalecer o conjunto e a parte tática sobre a técnica do São Paulo", imagina Mário Sérgio, num discurso parecido de Carlos Bianchi, o maior vencedor da Libertadores, com quatro títulos. A diferença é que o São Paulo deve também atuar com uma disposição bem parecida, já manifestada por Roberto Rojas e usada na vitória sobre o Guarani, por 1 a 0, em Campinas. "Lá eles ficaram com cinco homens no meio campo", lembra Marcinho, que durante a semana se recuperou de um entorse no tornozelo. Diante de tanta expectativa no duelo tático, os jogadores evitaram falar em tabu. Mas o retrospecto é positivo, porque em quatro confrontos oficiais venceu três e empatou apenas uma vez. O time foi definido quinta-feira à tarde, em coletivo secreto. Na sexta-feira cedo houve apenas um treino leve no gramado do estádio Anacleto Campanella e depois o início da concentração.

Agencia Estado,

04 de julho de 2003 | 15h54

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