São Caetano muda para ser campeão

Depois de transformar de herói à vilão o técnico Jair Picerni, em apenas 24 horas, o São Caetano atirou todas suas fichas e o sonho de ser campeão no explosivo e polêmico Mário Sérgio. O novo comandante do Azulão, pegou um grupo montado, forte e que precisa superar o estigma de ser vice-campeão. Já foi vice do Módulo Amarelo, da Copa João Havelange, no Brasileiro de 2001. O desastre mais recente aconteceu na Copa Libertadores. Perdeu o título para o Olimpia, do Paraguai, nos pênaltis. "Foram frações de segundos que nos separaram do título", lamentou o ex-técnico Jair Picerni, antes mesmo de perder o emprego. Para Mário Sérgio, o novo chefão, o grupo agora terá que se adaptar ao esquema 3-5-2 e se acostumar à sua linha dura no trabalho, bem diferente da época em que era jogador, quando fez fama de indisciplinado e insolente. "O grupo é bom e o clube oferece condições de trabalho. Vamos trabalhar pensando sempre no melhor para o time", garante o treinador, tentando fugir da responsabilidade de ser campeão, único motivo pelo qual foi contratado. Nos últimos dois anos, Picerni já estava acostumado às mudanças no elenco. Desta vez, entre os titulares saíram o volante Marcos Senna (Villareal, da Espanha); o lateral-esquerdo Rubens Cardoso e o meia Robert, que retornaram para o Santos. No bloco dos novos contratados, destacam-se o lateral-esquerdo Lúcio, revelação do Ituano, atual campeão paulista; o volante Claudecir, que voltou ao clube depois de uma breve passagem pelo Palmeiras e do atacante Adhemar, outro velho conhecido, que não se adaptou ao frio e à comida do Stuttgart, da Alemanha. Time base: Silvio Luiz; Russo, Daniel, Dininho e Lúcio; Serginho, Claudecir, Aílton e Anaílson; Adhemar e Somália. Técnico: Mário Sérgio.

Agencia Estado,

09 Agosto 2002 | 13h17

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