São Caetano não perde a humildade

Os jogadores do São Caetano e o técnico Jair Picerni não abdicaram da postura humilde depois da vitória sobre o Olimpia, em Assunção, no jogo de ida da decisão da Talça Libertadores da América. No desembarque na madrugada de hoje, no Aeroporto de Cumbica, o grupo não escondeu o entusiasmo com a vitória por 1 a 0 no Defensores del Chaco mas, com em um discurso que em certos momentos chega a ser até repetitivo, garantiu que "nada está ganho ainda". A única voz dissidente, mas não muito, foi do lateral Rubens Cardoso. Para o jogador, apesar da difícil partida que o São Caetano terá quarta-feira no Pacaembu, o bom resultado em Assunção deixou o time "com a mão na taça". O técnico Jair Picerni também espera um segundo jogo complicado, mas acredita que o time, que a partir de amanhã ficará concentrado em Atibaia, não deverá se deixar levar pelo clima de "já ganhou". "Aqui não tem frescura. Está todo mundo com a cabeça no lugar", disse. Para ele, o São Caetano terá de mostrar mais força do que apresentou no Paraguai se quiser garantir o título. Para o atacante Aílton, autor do gol da vitória, o resultado é animador, mas não o suficiente para que se pense que o título está garantido. "Acho o resultado de 1 x 0 um pouco duvidoso", disse o jogador. "Por isso gente terá de entrar em campo com a idéia de ganhar a partida." Anaílson estava mais otimista. "Uma partida como esta em Assunção é sempre muito difícil, por isso uma vitória por 1 a 0 na final da Libertadores é para comemorar como se fosse goleada." Felipão - Os jogadores também contaram que ficaram entusiasmados com o incentivo dado pelo técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, antes do jogo. "Ele disse que era para a gente calibrar o pé que as chances de gol seriam poucas", lembrou Anaílson. Para o meia Robert, a presença do treinador foi importante para motivar o elenco.

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