São Caetano perde na Libertadores

A altitude atrapalhou, mas a defesa do São Caetano foi a grande vilã na derrota da equipe brasileira para o Olmedo por 2 a 1, hoje, em Riobamba, no Equador. Com o resultado, o time brasileiro permanece na última colocação do Grupo 7 da Taça Libertadores da América, com um ponto. Já os equatorianos chegaram a seis e isolaram-se na segunda colocação, atrás do Cruz Azul, do México, que tem sete. O Defensor, do Uruguai, está em terceiro, com três. São Caetano e Olmedo voltam a se enfrentar no dia 20 de abril, no Brasil. O Azulão volta ao campo no domingo, às 16 horas, em Araras, para enfrentar o União São João, pelo Campeonato Paulista. Na competição sul-americana, a equipe de Jair Picerni joga contra o Cruz Azul, no dia 21, no México. Se a chegada a Riobamba na véspera do jogo poupou o time de um suposto desgaste físico por causa da atitude, por outro lado comprometeu o redimento técnico dos brasileiros. Atuando a 2.754 metros, os jogadores da equipe do ABC nitidamente demonstravam dificuldades para dominar a bola, que fica mais veloz, e ?calibrar? os arremates ao gol. O problema foi agravado pelo péssimo estado no gramado, molhado e cheio de buracos. Inferior tecnicamente, mas acostumado com o ar rarefeito e conhecedor do ?relevo? do campo, o Olmedo procurou valer-se do fato de estar em casa para equilibrar e dominar o jogo. Logo aos 9 minutos, o zagueiro Mercado, em boa jogada pelo lado esquerdo, cortou para o meio e chutou forte. A bola ainda desviou no pé do meia Simão, não dando chances para Silvio Luiz. Mal posicionados e lentos, os zagueiros Daniel e Dininho davam espaços para os atacantes adversários. Aos 29, aproveitando-se disso, Gómez ficou sozinho, na frente do goleiro, mas concluiu fraco. Um minuto depois, os brasileiros desperdiçaram boa oportunidade com Sinval, que não teve tranqüilidade para finalizar, mesmo estando quase sobre a linha da pequena área. Os equatorianos ainda tiveram outras duas boas chances em cruzamentos e, se não fossem as boas intervenções de Silvio Luiz, teriam terminado o primeiro tempo com vantagem maior. Insatisfeito com a falta de criatividade do time, Picerni iniciou o segundo tempo com Aílton, que voltou à equipe depois de um mês afastado por causa de uma contusão no joelho, no lugar de Fabinho e Saulo no de Nelsinho. Com melhor toque de bola, o Azulão equilibrou a partida, embora sua defesa continuasse falhando e propiciando boas oportunidades a Gómez e Escobar. Aos 7, Sinval chutou forte de fora da área e acertou a trave de Corozo. O lance deu ânimo ao time brasileiro, que passou a pressionar os equatorianos no campo de defesa. Aos 16, Sinval viu Aílton entrando em velocidade pelo lado direito do ataque. Ele fez um lançamento por cima da zaga e o meia acertou um belo sem-pulo, empatando o jogo. A partida se arrastou sem grandes emoções até os 35, quando Sinval sofreu falta na entrada da área. César cobrou bem, mas a bola bateu na trave direita. Para desespero de Silvio Luiz, a defesa da equipe do ABC continuou apresentando falhas grosseiras. Na última delas, aos 46, Brito dominou a bola dentro da área e chutou no canto direito, garantindo a vitória do time da casa.

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