São Caetano só descansa e conversa

Nada de treinamentos táticos/técnicos ou preparação física. A comissão técnica do São Caetano dedica as atividades em Atibaia (a 70 quilômetros de São Paulo), onde a equipe está concentrada para a final da Libertadores, para fazer a manutenção de todo o trabalho realizado no primeiro semestre. O grupo de jogadores já atingiu o máximo do condicionamento e as orientações buscam corrigir apenas pequenos detalhes. "Vamos treinar o que de novo a quatro, cinco dias da final?" questionou o técnico Jair Picerni, lembrando que o confronto decisivo com o Olimpia acontece quarta-feira, no Pacaembu.Por isso, a opção foi dedicar a maior parte do tempo a duas atividades consideradas imprescindíveis nesse momento: o descanso e o bate-papo.Aos atletas foi recomendado que não desçam de seus quartos fora dos horários de treinamento e refeições. Tudo para que aproveitem da melhor forma possível todo o tempo que têm para relaxar. Dormir mesmo!"A Libertadores é uma competição muito desgastante. Não só pela dificuldade dos adversários, que sempre entram com tudo, mas também pelos deslocamento, as viagens, que consomem muito da gente", disse o meia Aílton. "Por isso, esses momentos de descanso são fundamentais para cada um de nós." Assim, Picerni e, sobretudo, o preparador físico Flávio de Oliveira aproveitam o tempo livre para conversar bastante com os atletas. A idéia é transmitir confiança e fazer com que o aspecto psicológico, apontado como a causa da perda do título brasileiro de 2001 para o Atlético-PR, não volte a comprometer a performance do time. "Naquele jogo de Curitiba, perdemos o título em nove minutos", lembrou o treinador. "Por isso vamos falar muito com nossos jogadores. Oitenta por cento do tempo conversamos sobre nós mesmos, para que se valorize mais o nosso trabalho."Segundo Flávio de Oliveira, o fato de ter disputado duas finais consecutivas de Campeonato Brasileiro tirou um pouco da ansiedade dos atletas. "O pessoal está tranqüilo e isso deixa o ambiente mais descontraído", explicou o preparador. "Agora é só tocar o trabalho e esperar pela hora do jogo."

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