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São-paulino Centurión se espelha em sucesso de argentinos no Brasil

Jogador mira exemplo dos compatriotas D'Alessandro e Dario Conca

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2015 | 15h10

O argentino Centurión, do São Paulo, deixou o Morumbi na última quarta-feira com o nome gritado por mais de 66 mil torcedores, em agradecimento por ter marcado o gol da vitória sobre o Cruzeiro, pela Copa Libertadores. Aos poucos a timidez do meia ex-Racing é vencida graças ao carinho da torcida, à adaptação ao Brasil e pelo sonho de repetir o sucesso de compatriotas como D'Alessandro, pelo Inter, e Conca, pelo Fluminense.

"Os dois são jogadores extraordinários. Mas é melhor não sonhar, mas trabalhar para melhorar e tentar estar à altura deles. São jogadores de alto nível e que estão no Brasil há muito tempo", afirmou o argentino. Assim que chegou ao São Paulo, no começo do ano, Centurión lamentou a dificuldade em se adaptar à cidade e ao trânsito, mas recorreu ao grupo de argentinos que jogam no Palmeiras para ajudar a se ambientar.

No rival, o quarteto formado por Tobio, Mouche, Allione e Cristaldo chegou no ano passado por indicação do também argentino Ricardo Gareca, então treinador da equipe. Todos têm contato com o argentino. "Falo com o Tobio, moramos no mesmo prédio. O Allione foi o meu companheiro de seleção sub-20 da Argentina e com os outros converso por WhatsApp (aplicativo de mensagens de celular)", contou o são-paulino.


O ex-técnico Muricy Ramalho chegou a lamentar a dificuldade de Centurión se adaptar ao Brasil. A timidez e a dificuldade com idioma ainda são problemas, apesar de já serem situações mais contornáveis, principalmente pela simpatia que o argentino criou com os brasileiros. "Tem que se colocar no lugar de quem veio de outro país. Sabia que a adaptação seria difícil, mas agora estou mais adaptado. Não é 100%, só que conheço melhor o movimento e me sinto mais solto na cidade", contou.

O jogador elogiou ainda o bom humor dos companheiros. "As pessoas no Brasil são mais felizes e isso te dá mais vontade de treinar", afirmou e disse que realizou um sonho ao jogar com Alexandre Pato. O atacante ex-Corinthians é um dos companheiros mais próximos de Centurión e chegam a conversar em italiano na concentração para relembrar os tempos em que um defendia o Milan e o outro, no caso, o argentino, atuava no Genoa. "Ele é uma pessoa muito boa, tem me ajudado muito, um ótimo jogador. Quando eu estava no Racing, o admirava. Via muitos vídeos dele e nunca imaginava que poderíamos jogar juntos e dividir a concentração".

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