São-paulino morreu por causa da coronhada, não do tiro

Foram diagnosticadas três lesões no corpo e o tiro foi a menor delas, segundo diretor do Hospital de Base

Vannildo Mendes, Agência Estado

11 de dezembro de 2008 | 15h32

Foi a coronhada e não o tiro que matou o torcedor do São Paulo, Newton Cesar de Jesus, de 26 anos. A conclusão é da equipe médica que atendeu o torcedor, que estava internado no Hospital de Base, em Brasília. Veja também: Imagens da TV Record do momento em que o torcedor é baleadoAinda em recuperação, Zé Luis sonha com LibertadoresRicharlyson tem propostas da Alemanha, diz empresárioSegundo o diretor do Hospital de Base, Luiz Carlos Schimin e o chefe do Departamento de Neurocirurgia, Carlos Silvério de Almeida, que atendeu o paciente nos momentos finais, houve três lesões: a menor delas foi causada pelo tiro. Segundo explicação dos médicos, o que matou mesmo o torcedor foi a contusão e o edema que se seguiu no cerebelo, pouco abaixo do cérebro do torcedor. Newton Cesar foi baleado no último domingo, antes do início do jogo do São Paulo, no Estádio Bezerrão, na cidade satélite do Gama, pelo policial militar, José Luiz Carvalho Barreto. O policial deu uma coronhada na cabeça do torcedor, quando a arma disparou. Mas pelos exames médicos a bala passou de raspão. A morte do torcedor foi formalmente diagnosticada às 10h50 desta quinta. A família concordou com a doação dos órgãos, mas só foi possível viabilizar o transplante das córneas, porque os outros órgãos foram comprometidos nas três paradas cardíacas que Newton sofreu nos últimos dias. O corpo está sendo autopsiado no Instituto Médico Legal, em Brasília e a família providencia a remoção para São Paulo, onde deve ser enterrado na sexta.

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