São-paulinos admitem que, hoje, time é zebra na Libertadores

Na sétima colocação do Paulistão e pós derrota em clássico, São Paulo sofre com fase conturbada

Robson Morelli, Jornal da Tarde

18 de março de 2008 | 09h03

Em sétimo lugar no Paulista, mas ainda com chances de classificação para as semifinais, o São Paulo corre nesta semana em outra frente, na Libertadores, competição muito mais difícil que o Estadual. "A nossa intenção é a de ganhar a disputa. Fizemos um planejamento para isso, com Adriano e outros. Mas só um louco admitiria que vamos ganhar a Libertadores. A fase de mata-mata é imprevisível, como foi na Liga dos Campeões, em que Milan e Real Madrid ficaram pelo caminho", comparou o superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha. Ele sabe o tamanho da pedreira, principalmente para uma equipe que ainda não se acertou no ano. "Não podemos enganar o torcedor, nem deixar que a mídia faça isso. É difícil ganhar a Libertadores. Em 40 anos, vencemos três vezes. E somos o time que mais venceu no País", faz questão de ressaltar. O dirigente tem consciência do tamanho da esperança do torcedor com a competição sul-americana, mas diz não poder deixar de comentar sobre as chances do time nessa edição. O técnico Muricy Ramalho compartilha do seu pensamento.  Até mesmo jogadores como o zagueiro André Dias sabem que a pressão para ganhar a disputa é enorme dentro do clube. "Mas todos têm de entender que tivemos mudanças no elenco, que ainda sofremos para fazer o time jogar como queremos. E isso atrapalha qualquer time em sua caminhada. Ainda somos uma equipe irregular", diz o defensor. "A Libertadores é mais dura que o Paulista."

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