Rubens Chiri / São Paulo FC
Rubens Chiri / São Paulo FC

São-paulinos elegem centésimo gol de Rogério Ceni o mais bonito do clube no século

Leitores do 'Estadão' escolheram cobrança de falta histórica na partida contra o Corinthians válida pelo Campeonato Paulista de 2011

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2021 | 10h00

Ele já era o maior goleiro artilheiro da história do futebol por uma boa margem. Mas, a conta foi crescendo, até chegar perto de uma marca que muitos jogadores que ficam próximos da meta adversária, como meias e pontas, não alcançaram: 100 gols. Parecia impossível para um goleiro quando ele começou a carreira. Mas Rogério Ceni chegou lá, e justo contra o melhor adversário possível, o Corinthians. O centésimo gol de Rogério foi eleito o mais bonito do século até agora pela torcida do São Paulo em enquete realizada pelo Estadão.

Era a primeira fase do Campeonato Paulista de 2011. O São Paulo vencia o Corinthians por 1 a 0, gol de Dagoberto. No começo do segundo tempo, o atacante Fernandinho foi derrubado perto da área. A chance era aquela, e cada são-paulino presente na Arena Barueri torceu ainda mais para que tivesse a chance de presenciar um momento histórico. Rogério Ceni cobrou a falta com perfeição, no ângulo. Júlio César, goleiro corintiano, se esticou, mas não alcançou.

O lance rodou o mundo naquele dia 27 de março de 2011. Foi destaque em sites de jornais estrangeiros como o espanhol Marca, o britânico Daily Mail e o argentino Olé. A Fifa também levou a façanha ao seu site - embora, naquele momento, desconsiderasse dois gols marcados em amistosos. O São Paulo valorizou a conquista lançando camisas especiais e um documentário.

"Uma vitória justa e difícil do São Paulo. Não esperava fazer o centésimo em um clássico. É um presente de Deus. Tem dia que ele está olhando para você. Se o São Paulo vencesse eu estaria tão feliz como se eu não tivesse marcado. Então não posso chorar, pois fiquei muito feliz no primeiro gol da minha carreira e agora também", comentou Rogério na saída de campo, quase como se não soubesse o tamanho do gol que havia acabado de marcar e a parte importante da tarde fosse a quebra de um tabu de quatro anos sem vitórias sobre o rival.

No dia seguinte, Ceni se assustou com a repercussão. "Nem na Libertadores, nem nos títulos brasileiros eu recebi tanta mensagem como desta vez. Devo ter recebido umas 80 mensagens de texto. Nem no dia do meu aniversário foi assim. Foi um carinho muito grande de todos. Treinadores, amigos, jogadores, familiares... todos me ligaram. Foi muito especial", comentou, feliz.

Rogério ainda seguiria com a carreira por mais quatro anos, alcançado 131 gols. Se é verdade que a década de 2010 não trouxe muitas felicidades ao torcedor são-paulino, ela começou da melhor forma possível: com o maior ídolo da história do clube alcançando o impossível.

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