São-paulinos elogiam atuação de Alex

Difícil mesmo nesta quarta-feira à noite, no Morumbi, era explicar o clima no vestiário do São Paulo. Ninguém entendia exatamente o que tinha acontecido. Por mais que tentassem, tanto jogadores quanto o técnico Nelsinho Baptista não conseguiam chegar a um consenso. Em apenas um detalhe todos concordavam: o futebol de Alex foi o grande diferencial em favor do Palmeiras. Para o meia Kaká, melhor em campo entre os são-paulinos, sua equipe não conseguiu sair do sistema de marcação elaborado pelo treinador palmeirense, Vanderlei Luxemburgo. Sem espaços, os jogadores de armação foram anulados. "Eles tiveram uma pegada muito grande. Faltou um pouco mais de movimentação para que o nosso time conseguisse encontrar espaços alternativos para chegar ao gol", afirmou. Com relação à seleção brasileira, Kaká disse não acreditar que o rendimento dos atletas nesta quarta-feira possa ter alguma influência na convocação desta quinta-feira. "O professor (Scolari) não observa apenas uma partida." Já Nelsinho reclamou da forma apática como seu time atuou. Para o treinador são-paulino, faltou empenho no campo. "Não exibimos a mesma pegada das partidas anteriores", afirmou. "Claro que não podemos jogar sempre da mesma forma, mas é preciso ter mais atenção, sobretudo num clássico." O São Paulo se reapresenta no Centro de Treinamento da Barra Funda nesta quinta-feira, às 16 horas, e tudo indica que a movimentação com bola deve dar lugar a uma boa conversa entre o técnico e o grupo de jogadores. Além disso, vai ter de armar sua equipe para a partida contra o São Caetano sem dois importantes atletas: a dupla de zaga Émerson e Wilson, expulsos. O jogo está marcado para domingo, em São Caetano do Sul. Lucro - Pelo menos um jogador são-paulino reconheceu que saiu ganhando do Morumbi. Segundo o goleiro Rogério Ceni, a falta que cometeu em Alex e que originou o quarto gol do Palmeiras (de pênalti) deveria ter lhe custado a expulsão. "Seria justo se o árbitro tivesse feito isso", disse. "Felizmente, não foi isso o que ele fez, mas não tinha outra alternativa naquele lance."

Agencia Estado,

21 Março 2002 | 00h26

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