Èrico Leonan/Divulgação
Èrico Leonan/Divulgação

São-paulinos evitam falar na reformulação do futebol do clube

Jogadores afinam o discurso para tentarem ignorar o extra-campo

Ciro Campos, Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

30 de maio de 2015 | 07h00

A chegada de um novo técnico, a reformulação do departamento de futebol e a possibilidade do goleiro Rogério Ceni adiar a aposentadoria. O São Paulo vive dias agitados nos bastidores e o elenco tem reforçado o discurso de evitar que tais situações afetem o rendimento nos jogos, embora ao mesmo tempo tente usar alguns desses acontecimentos como motivação.

A proximidade da chegada do técnico colombiano Juan Carlos Osorio, que assume o cargo na segunda-feira, deixa o elenco ansioso. A partida deste domingo contra o Inter, no Beira-Rio, pelo Brasileirão, marca a despedida do cargo de treinador de Milton Cruz, figura querida dos jogadores. "O Milton fez esse time ser vencedor. Temos que fazer um grande resultado por ele e também bem por quem saiu do clube", disse nesta sexta-feira Alexandre Pato, em referência também a Gustavo Oliveira, gerente de futebol demitido na quarta-feira.

O dirigente deve dar lugar nos próximos dias a José Eduardo Chimello, atualmente no Ituano, e tinha proximidade com os atletas. Era ele quem cuidava dos contratos, das dispensas e das renovações. "Ele (Gustavo) ajudou muito na minha vinda para o São Paulo, na negociação com o Jadson, do Corinthians. Tínhamos um bom relacionamento. Fiquei surpreso, mas o futebol é assim. Quando se há uma mudança e um planejamento, algumas pessoas ficam e outras vão embora", lamentou o atacante.

O meia Michel Bastos também elogiou o trabalho de Oliveira, que ajudou na renovação de contrato dele anunciada no último sábado. "Só me concentro dentro de campo. Se fala bastante do presidente. Nossa obrigação é o futebol, jogos e resultados. tentamos tirar isso de dentro do vestiário. Para não pensar no lado burocrático para não misturar as coisas", explicou.

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