Sebastião Moreira/Reuters
Sebastião Moreira/Reuters

São-paulinos lamentam a eliminação e o descontrole

'Virão as críticas, as cobranças, mas a gente precisa ter cabeça fria para se recuperar'. diz Zé Luis

GIULIANDER CARPES, O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2009 | 00h24

O roteiro que vinha sendo escrito há meses - o time de Muricy Ramalho venceu apenas uma partida das últimas oito - teve o seu fechamento melancólico nesta quinta-feira no Morumbi. O São Paulo acusou o golpe. Pela primeira vez, a insatisfação manifestada fora de campo principalmente pelos três principais atacantes da equipe foi sentida no gramado. Nervosos, os antes frios jogadores são-paulinos perderam a cabeça, apelaram até para a violência e saíram cabisbaixos, eliminados e com dois atletas expulsos - Eduardo Costa e André Dias.  

 

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Foi a segunda eliminação seguida em confrontos mata-mata dentro do Morumbi em situações semelhantes. Antes, em abril, os são-paulinos precisavam de vitória de 1 a 0 diante do Corinthians, na semifinal do Paulista, para seguir adiante. Perderam por 2 a 0. "Eliminação é sempre uma coisa muito dura", lamentou o lateral Zé Luis. "Virão as críticas, as cobranças, mas a gente precisa ter cabeça fria para se recuperar no Brasileiro mais uma vez".

O São Paulo mostrou apatia, mesmo precisando de uma vitória para se classificar. "Foi um jogo diferente", disse Zé Luis. "Perdemos um jogador no primeiro tempo e ficou muito difícil. O Cruzeiro é uma equipe muito qualificada. Quando fez o gol, acabou com o jogo".

As críticas já eram sentidas logo na saída de campo e vinham do próprio elenco são-paulino. "A gente tinha que correr mais, se doar mais", reclamou o atacante Borges. E ecoaram pelas arquibancadas, vindas da boca de uma torcida desacostumada a tropeços. Vaias, xingamentos à equipe - que foi chamada de "sem-vergonha" - e insultos ao centroavante Washington, que foi o algoz dos são-paulinos no ano passado e não conseguiu se redimir com os torcedores tricolores este ano.

"O torcedor pagou seu ingresso, tem direito de falar o que quiser", reconheceu o capitão André Dias. "Mesmo com a eliminação, a gente se esforçou. Os mesmos que gritaram "sem-vergonha", gritaram "é campeão" com o título brasileiro do ano passado".

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