São-paulinos não se esqueceram do rival

Amoroso estava irritado com a invasão de campo por um torcedor com a calça de agasalho da camisa 12, uma das torcidas organizadas do Corinthians, e aproveitou para reacender a rivalidade com o rival. "O cara veio fazer palhaçada, ficou dizendo que a gente ia perder. O Cicinho viu ele jogando bichinho de pelúcia para mexer com a gente, mas isso só deu mais força para nós. O choro é livre. Os corintianos podem chorar à vontade. Nós somos tri da Libertadores e eles não ganharam nenhuma. Ganhamos o mundial no Japão três vezes e eles não conseguem nenhuma. Tem de chorar, entrar em campo, fazer bobagem. A gente comemora?, discursou.O Corinthians não estava presente apenas nas declarações de Amoroso. Era o maior alvo das gozações de torcedores e dirigentes, no estádio e, depois, na festa, no hotel do São Paulo. "Para conquistar o mundo, é preciso atravessá-lo", a frase que marcou Rogério Ceni, era repetida insistentemente. Um torcedor deu ao médico Marco Aurélio Cunha, superintendente do clube, um desenho da taça conquistada, ao lado da frase: Isso sim é título de verdade. "Vou fazer um quadro e colocar na minha parede", disse Marco Aurélio.Foi dele a frase mais cáustica a respeito do corintiano que invadiu o campo. "Ele foi preso e nós fomos campeões. Tudo normal. Deu a lógica."

Agencia Estado,

18 de dezembro de 2005 | 16h47

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