São-paulinos reconhecem que time não merecia vencer

Muricy Ramalho e Hernanes não acreditam que problemas influenciaram, mas Alex Silva fala o contrário

Agência Estado

20 de abril de 2008 | 20h10

O técnico Muricy Ramalho declarou que os episódios extra-campo - o gás no vestiário e o apagão após o segundo gol do Palmeiras - não foram decisivos para o resultado da partida deste domingo, no Palestra Itália. "De jeito nenhum", resmungou o comandante do São Paulo, quando questionado sobre o assunto.Veja também: Palmeiras faz 2 a 0 no São Paulo e vai à final do PaulistãoO volante Hernanes, melhor jogador do São Paulo na partida deste domingo, também não quis atribuir a derrota a outros fatores. "Perdemos o jogo no campo", afirmou o atleta. "Tentamos, fizemos o possível, mas o Palmeiras jogou melhor e venceu."O zagueiro Alex Silva, por outro lado, adotou um discurso diferente. "É claro que o gás no intervalo nos prejudicou", avaliou o jogador do São Paulo. "Não pudemos descansar nem conversar entre nós e nem ouvir instruções do Muricy."Os jogadores do São Paulo também não usaram o vestiário após o jogo. Apenas buscaram seus pertences, trocaram de roupa num corredor do Palestra Itália e foram de ônibus para o CT da Barra Funda sem nem tomar banho.LIBERTADORESImediatamente após o fim do clássico, os são-paulinos tentaram esquecer o Campeonato Paulista e já passaram a falar em Libertadores. Na quarta-feira, às 21h50, o time recebe o Atlético Nacional (Colômbia), no Morumbi, no último jogo da fase de grupos da competição continental. O São Paulo precisa vencer na quarta-feira para garantir o primeiro lugar no Grupo 7 e, assim, poder decidir em casa o primeiro confronto da fase eliminatória. "Não podemos baixar a cabeça. Nesta semana temos outra decisão e ainda temos grandes chances de chegarmos na final da Libertadores", declarou o atacante Adriano, que neste domingo não conseguiu repetir o bom futebol das partidas anteriores. "É claro que eu gostaria de ter ido para a final do Campeonato Paulista, mas não deu. E não é por isso que vamos nos abater."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.