São Paulo acaba maratona ainda sob pressão da degola

Não era o cenário que o São Paulo sonhava, mas a derrota para o Criciúma, quinta-feira no Morumbi, o manteve na zona de rebaixamento do Brasileirão. Neste domingo, portanto, o time volta a entrar em campo pressionado, para enfrentar o Coritiba, a partir das 16 horas, no Estádio Couto Pereira, na capital paranaense. Será o fim da maratona são-paulina, com a disputa do quarto jogo em sete dias.

FERNANDO FARO, Agência Estado

08 de setembro de 2013 | 08h44

A primeira ordem é não desanimar. O São Paulo vinha em bom momento até o tropeço contra o Criciúma, apresentando evolução tática e melhor autoestima do grupo. Por isso mesmo, o técnico Paulo Autuori trabalhou muito o aspecto psicológico, para evitar que o baque derrube o astral do elenco.

Para Autuori, mais do que o cansaço da maratona de jogos, o time precisa reencontrar a força na marcação e a tranquilidade nas trocas de passe. O São Paulo que perdeu para o Criciúma na quinta-feira reviveu seus dias de afobação e errou uma série de jogadas por falta de calma. Além disso, encontrou uma série de dificuldades para criar boas oportunidades, mesmo atuando com três atacantes.

Diante disso, o confronto em Curitiba deve marcar o retorno de Ganso entre os titulares. O meia começou o último jogo no banco, por sentir o desgaste da série de compromissos seguidos - o São Paulo encarou Botafogo no domingo, Náutico na terça-feira e o Criciúma na quinta -, e conseguiu ao menos articular o time enquanto esteve em campo no segundo tempo.

A maior probabilidade é que Jadson, mesmo em fase ruim, seja mantido entre os titulares para cadenciar o jogo e dar mais criatividade à equipe, um dos principais problemas apresentados no último jogo. Se Autuori confirmar a dupla de meias, o atacante Negueba vai para o banco. Quem também pode voltar é o zagueiro Antonio Carlos, que cumpriu suspensão na quinta-feira. E Paulo Miranda deve ser mantido na lateral direita, já que Douglas segue fora por causa de contratura na coxa esquerda.

A julgar pelo retrospecto no primeiro turno, o cenário para o compromisso deste domingo não chega a ser desanimador. Se tem sido um péssimo mandante (venceu apenas três dos nove jogos no Morumbi e já soma seis derrotas em casa), o São Paulo foi vencido apenas duas vezes como visitante no Brasileirão.

"O São Paulo não joga fora de casa, temos torcedores em todos os cantos. Nossos adversários costumam vir fechados ao Morumbi e ficam esperando o contra-ataque", explicou o atacante Aloísio, que forma dupla com Luis Fabiano. Neste domingo, a expectativa são-paulina é ter mais espaço para jogar e, dessa forma, criar as oportunidades de gol com mais tranquilidade no Couto Pereira.

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