Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

São Paulo admite erros e promete raça em jogo decisivo na Libertadores

Elenco está ciente da situação difícil da equipe, mas afirma que vai se empenhar

FERNANDO FARO, Agência Estado

11 de abril de 2013 | 20h37

SÃO PAULO - Se fracassar contra o Atlético-MG e for eliminado logo na fase de grupos da Copa Libertadores, o São Paulo terá a pior campanha da história na competição sul-americana. A pressão de não escrever sua página mais negra no torneio tem deixado os jogadores inquietos já que ninguém quer fazer parte de um momento tão negativo.

Enquanto se concentram para tentar renascer na última partida, os jogadores tentam usar os erros do passado como lições para um futuro melhor. A opinião geral é de que a equipe até aqui não conseguiu se impor nos momentos de maior necessidade, aqueles em que os campeões são forjados. Quando foi testado, o São Paulo fracassou.

"Perdemos jogos essenciais contra adversários mais fracos em que custaram muitos pontos. Deixamos a desejar nisso e agora estamos pagando o preço, mas agora o que temos que fazer é ganhar nosso último jogo e torcer para os demais resultados nos ajudarem", analisou Douglas, que deverá ser titular contra os mineiros.

Sem conseguir exibir um padrão confiável, os atletas esperam reverter tudo isso na base da raça. Sensação da primeira fase e com campanha irretocável - venceu seus cinco jogos -, o Atlético tem ainda a chance de eliminar o rival, que tem grandes chances de ser seu oponente nas oitavas de final caso avance.

"Ninguém que está aqui merece passar por isso. Conversamos entre a gente, mas só nós vamos resolver isso em campo. Criamos uma expectativa enorme contra o The Strongest e perdemos mesmo jogando bem, não podemos fazer o mesmo na quarta. Mas tenho fé em Deus que vamos conseguir essa classificação", analisou Carleto.

Para deixar a situação ainda mais complicada, o São Paulo não terá Jadson, Luis Fabiano e Maicon para o duelo. Mesmo com a ausência dos três titulares, Carleto ainda acredita ser possível conquistar a vitória.

"O São Paulo é feito por um grupo, não se contratam 11 titulares, mas sim 20, 30. Sabemos da importância do Jadson, que faz um ano espetacular, e do Luis e seu faro de gol. Mas sabemos que existem outros jogadores de qualidade e temos que confiar neles, assim como confiaram em mim quando entrei e consegui me estabelecer".

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