São Paulo admite que cansaço atrapalhou o time

Para o técnico Muricy Ramalho, a falta de ritmo atrapalhou os jogadores na vitória sobre o Rio Preto

20 de janeiro de 2008 | 21h03

Pior do que sofrer com a implacável marcação do Rio Preto foi o São Paulo superar o cansaço que dominou o time no segundo tempo. Mesmo assim, o time são-paulino conseguiu a segunda vitória no Campeonato Paulista, ao fazer 1 a 0 com o gol de Souza aos 43 minutos. Nem as duas alterações feitas pelo técnico Muricy Ramalho no intervalo serviram para dar novo fôlego à equipe. E até mesmo Jorge Wagner, um dos mais bem preparados do elenco, cansou. Veja também: Classificação Calendário / Resultados Crônica do jogo: São Caetano 3 x 1 Corinthians "No segundo jogo, o pessoal tende a sentir mais o cansaço pelo curto espaço de tempo que tivemos. E a tendência é que isso se prolongue para o jogo de quarta-feira [contra o Ituano, em Itu], já que não teremos muito tempo novamente. Só para o jogo de domingo [contra o Corinthians], o time estará mais descansado", admitiu o capitão Rogério Ceni. "O time sentiu falta de ritmo, o que é normal", reforçou Muricy. "Não fomos nada bem no primeiro tempo e melhoramos demais na etapa complementar." O gramado pesado por conta da chuva que castigou a cidade e a retranca do Rio Preto contribuíram ainda mais para o desgaste do São Paulo, que ainda corre contra o tempo para engrenar depois de 35 dias de férias. "Foi muito difícil. A gente começou a todo vapor, mas um pouco desorganizado. Tivemos que ter paciência para nos acertarmos. Mas o gol saiu para nossa felicidade depois de insistirmos bastante", afirmou o volante Hernanes. Muricy fez questão de deixar claro que a ausência de Aloísio foi por causa apenas de dores no púbis - que já tinham tirado o atacante do treino de sábado. Nada teve a ver com a proposta do futebol árabe. Pelo contrário. Ele jura que o jogador seguirá no Morumbi. "Foi me passado que ele não sai mais. Já acertou para ficar", garantiu o treinador. A permanência de Aloísio é mais uma vitória do treinador, que bateu o pé para ele ficar, já que no meio do ano Adriano retornará a Inter de Milão. "Trabalhar com um número de jogadores menor do que já estamos ficaria complicado para um time que jogará duas competições simultaneamente", lembrou Rogério Ceni.

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