Arquivo/AE
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São Paulo admite sofrer com ausência de Rogério Ceni

Técnico Muricy Ramalho afirma que o clube sente a falta de um capitão; Bosco tenta dar conta do recado

Marcius Azevedo, Jornal da Tarde

14 de maio de 2009 | 20h10

Uma série de fatores vem sendo usada para explicar a fase ruim do São Paulo. Lesões, tempo demais sem jogo e, finalmente, um motivo que ainda não havia sido mencionado: a falta do capitão. Desde que Rogério Ceni fraturou o tornozelo esquerdo - um mês atrás -, a braçadeira passou por vários jogadores. O zagueiro Miranda, o meia Jorge Wagner e o volante Hernanes foram alguns deles. Mas ninguém substituiu de fato o papel do goleiro.

 

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"Capitão de verdade o São Paulo só tem um. Esse é o Rogério. Por isso estamos revezando a braçadeira", explicou o técnico Muricy Ramalho. "Perdemos um grande jogador. Eu falei que ele iria fazer muita falta logo depois que ele se machucou", lembrou o goleiro Bosco, escolhido para defender o gol são-paulino na ausência do titular.

 

Bosco admitiu algo que é facilmente notado no campo: a sólida defesa são-paulina, responsável por garantir os últimos três títulos brasileiros, vem demonstrando insegurança sem a presença de Rogério Ceni. "Ele é um líder, cobra, orienta. Eu até tenho procurado falar mais com os meus companheiros", contou Bosco.

 

Mas não é tecnicamente que ele faz mais falta para o time. Bosco mesmo reconhece que é diferente quando Rogério Ceni está lá atrás, debaixo das traves. "É um goleiro que os adversários respeitam muito mais", explicou o substituto. "Ficar três meses sem contar com ele no treino abala muito a equipe. A ausência dele contribuiu para o time dar uma baqueada, trouxe tristeza para o ambiente."

 

Mesmo fora de combate, Rogério Ceni, que na previsão mais otimista voltaria em quatro meses, está procurando auxiliar Muricy na recuperação da equipe. O ambiente parece pesado pelo fato de o São Paulo não estar jogando bem desde que ele se lesionou, no dia 13 de abril, durante um treino no CT da Barra Funda.

 

Rogério Ceni aproveita o tempo que fica no Reffis, fazendo tratamento, para conversar com os companheiros. Fala com um no almoço, com outro na fisioterapia. Até uma entrevista ele deu ao site oficial do clube na tentativa de motivar o elenco. E parece que deu certo. A simples presença do capitão animou um pouco os jogadores.

 

"Ter o Rogério por perto ajuda bastante, é muito importante e nos motiva, porque sabemos que ele queria muito estar nesta competição", afirmou o volante Arouca, referindo-se à Libertadores. "Estamos tristes pelo que aconteceu com ele. Não tenho palavras para descrever o que ele representa para o grupo."

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