São Paulo admite sofrer com ausência de Rogério Ceni

Uma série de fatores vem sendo usada para explicar a fase ruim do São Paulo. Lesões, tempo demais sem jogo e, finalmente, um motivo que ainda não havia sido mencionado: a falta do capitão. Desde que Rogério Ceni fraturou o tornozelo esquerdo - um mês atrás -, a braçadeira passou por vários jogadores. O zagueiro Miranda, o meia Jorge Wagner e o volante Hernanes foram alguns deles. Mas ninguém substituiu de fato o papel do goleiro.

AE, Agencia Estado

14 de maio de 2009 | 22h07

"Capitão de verdade o São Paulo só tem um. Esse é o Rogério. Por isso estamos revezando a braçadeira", explicou o técnico Muricy Ramalho. "Perdemos um grande jogador. Eu falei que ele iria fazer muita falta logo depois que ele se machucou", lembrou o goleiro Bosco, escolhido para defender o gol são-paulino na ausência do titular.

Bosco admitiu algo que é facilmente notado no campo: a sólida defesa são-paulina, responsável por garantir os últimos três títulos brasileiros, vem demonstrando insegurança sem a presença de Rogério Ceni. "Ele é um líder, cobra, orienta. Eu até tenho procurado falar mais com os meus companheiros", contou Bosco.

Mas não é tecnicamente que ele faz mais falta para o time. Bosco mesmo reconhece que é diferente quando Rogério Ceni está lá atrás, debaixo das traves. "É um goleiro que os adversários respeitam muito mais", explicou o substituto. "Ficar três meses sem contar com ele no treino abala muito a equipe. A ausência dele contribuiu para o time dar uma baqueada, trouxe tristeza para o ambiente".

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