Rubens Chiri/saopaulofc.net
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São Paulo aposta alto em Alexandre Pato na estreia no Brasileirão

Atacante será centroavante diante do Botafogo, neste sábado, mas não tem condições de atuar os 90 minutos

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2019 | 04h30

O atacante Alexandre Pato reestreia neste sábado no São Paulo, diante do Botafogo, no Morumbi, na primeira rodada do Campeonato Brasileiro, para dividir com Hernanes o posto de principal ídolo do clube, recuperar o poder ofensivo de um time que só fez um gol nos últimos quatro gols e ajudar a consolidar a recuperação da equipe no ano. 

Depois do vice-campeonato paulista, a diretoria aposta nos reforços – Tchê Tchê e Vitor Bueno também devem estrear esta tarde –, para brigar pelo título brasileiro. Ou, no mínimo, por vaga na Libertadores. Aposta alta que tem Pato como uma das justificativas. 

O técnico Cuca pede paciência com tamanha responsabilidade sobre o atacante de 29 anos, que passou as duas últimas temporadas no futebol chinês. Para prevenir lesões e respeitar a readaptação ao futebol brasileiro, Pato vai atuar entre 45 e 60 minutos. Ele não faz um jogo oficial há cinco meses. 

Desde que foi contratado, no dia 27 de março, Pato passou por avaliações pela equipe de preparação física. Ele tem treinado bem, fez gols nas últimas atividades, mas dificilmente vai suportar 90 minutos, de acordo com avaliação dos preparadores físicos do clube. 

Pato está escalado como camisa 9, mas terá liberdade para “flutuar”, dentro e fora da área. Em função da boa técnica, ele vai finalizar, mas também preparar jogadas. A expectativa de Cuca é de que ele consiga se entrosar com Antony e Everton, seus parceiros no ataque, para envolver o adversário com velocidade.

Cuca não quer o time lento para trocar passes no ataque. O atacante deverá exercer a função enquanto Pablo estiver se recuperando de cirurgia na região lombar – o prazo de recuperação é de seis a oito semanas. 

A expectativa da torcida, no entanto, deve estar alinhada à primeira passagem do atacante, quando ele alternou fracas atuações com desempenhos impressionantes. Em dois anos, foram 101 jogos e 38 gols. 

Foi sob comando de Juan Carlos Osorio que o atacante cresceu de rendimento. Ele deixou de atuar como centroavante (posição em que vai atuar hoje) para jogar aberto pela esquerda. Pato voltou a sonhar com uma convocação para a seleção brasileira, o que não aconteceu. 

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