Elveson de Freitas/Estadão
Elveson de Freitas/Estadão

São Paulo aposta na estreia de Autuori para reagir

Treinador reestreia exatamente no dia que conqustou o título da Libertadores

FERNANDO FARO, Agência Estado

14 de julho de 2013 | 07h05

SÃO PAULO - Por aquelas ironias que só o destino é capaz de aprontar, Paulo Autuori reestreia neste domingo no São Paulo exatamente oito anos após levar o time à conquista do tricampeonato da Libertadores. No hiato que separou as duas passagens do treinador, o clube passou de devorador de títulos a uma fase de estiagem e momentos ruins - talvez, por isso, os otimistas possam ver na coincidência um sinal de sorte.

"É uma coincidência legal, mas não representa nada além da minha reestreia", disse Autuori, que neste domingo, contra o Vitória, a partir das 16 horas, no Barradão, em Salvador, dá o primeiro passo para tentar tirar a equipe do São Paulo do buraco.

Se em termos de classificação a situação não chega a ser dramática - o São Paulo está em posição intermediária no Brasileirão, com oito pontos -, o momento interno é dos piores. Contra o Bahia, na última quarta-feira, a equipe acumulou a quarta derrota consecutiva no Morumbi, saiu de campo vaiada e visivelmente abalada pela sequência negativa. Contando o amistoso com o Flamengo, já são sete jogos sem vitória e a apreensão da torcida com a incapacidade dos jogadores reagirem.

Como só chegou na última quinta-feira, para substituir o demitido Ney Franco, Autuori sabe que sua contribuição será muito mais para elevar o astral do grupo do que propriamente de ordem tática. No único treino com todos os atletas à disposição, ele priorizou o trabalho defensivo para estancar a sangria no setor: são 47 gols sofridos em 41 partidas na temporada.

"Precisamos melhorar a defesa para os homens da frente poderem se arriscar mais", analisou o treinador, que apostou bastante na conversa antes de fazer modificações muito profundas no time.

Por isso mesmo, o torcedor são-paulino não deve esperar uma revolução no jogo deste domingo em Salvador. A base será a mesma dos tempos de Ney Franco. A boa notícia é que as infrutíferas variações de esquema tático finalmente cessarão. "Vamos (jogar) sempre no 4-4-2, o que vai variar é o desenho no meio, mas gosto de jogar com dois meias", avisou Autuori.

Ganso volta à equipe após assistir do banco de reservas à derrota para o Bahia e ser preterido por Silvinho, Roni e Ademilson nas substituições. O São Paulo também terá os retornos de Wellington e Denilson, que cumpriram suspensão, e Douglas, recuperado de dores no joelho direito. No entanto, a lista de desfalques é encabeçada por Luis Fabiano e Clemente Rodríguez, que cumprem suspensão pelas expulsões na última rodada, enquanto Rafael Toloi voltou a sentir dores no tornozelo e foi vetado. Assim, Aloísio, Juan e Rhodolfo entram no time.

Para completar, Autuori ganhou um desfalque de última hora. Jadson sofreu uma entorse no tornozelo direito durante o treino de sábado e foi vetado pelos médicos. Assim, o técnico estreante deve escalar o meia Maicon para formar dupla com Ganso e, com isso, manter o esquema tático 4-4-2.

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