São Paulo arranca empate em sua estréia na Libertadores

Clube brasileiro joga bem por dois minutos para garantir o empate diante do Atlético Nacional (COL)

Alan Rafael Villaverde, estadao.com.br

27 de fevereiro de 2008 | 23h54

A busca pelo quarto título da Copa Libertadores não será fácil; até o goleiro Rogério Ceni havia previsto isto. E, na noite desta quarta-feira, aos "trancos e barrancos", o São Paulo arrancou um empate em 1 a 1 diante do Atlético Nacional, em Medellín, na Colômbia, em sua estréia pelo grupo 7 da competição intercontinental. Veja também: Classificação Calendário / Resultados Bate-pronto - São Paulo: engrena ou emperra de vez? Miranda está aliviado com empate diante do Atlético Nacional Libertadores: Flamengo leva sufoco, mas vence o CiencianoO resultado deixa o São Paulo com um ponto conquistado fora de casa, o que é comemorado, uma vez que recebe o Audax Italiano, do Chile, no dia 5 de março, às 21h50, no Morumbi. O time chileno é o lanterna do grupo, já que perdeu em casa para o Sportivo Luqueño, do Paraguai, por 2 a 1.Numa tentativa desesperada de dar alento ao meio-campo do São Paulo, o técnico Muricy Ramalho promoveu a estréia de Eder Luís, que chegou ao clube no sábado - por empréstimo, junto ao Atlético-MG. O jogador esteve fora de sintonia com o restante do time por boa parte da partida, mas jogou os 90 minutos.Eder Luís, no entanto, não era o único que estava mal em campo. O time, com Richarlyson como um falso terceiro zagueiro (revezando com Zé Luís), não jogava bem, deixando o Atlético Nacional jogar como queria pelas laterais. O resultado não poderia ser outro a não ser o gol colombiano, que aconteceu logo aos oito minutos, quando o baixinho Córdoba recebeu um belo toque de Galván para cabecear e vencer o goleiro Rogério Ceni.O desespero da torcida são-paulina continuou até os 25 minutos, já que os laterais, Joílson e Jorge Wagner, não desciam com eficiência e, em contrapartida, não ajudava na marcação. Mesmo assim, o São Paulo mostrou o porquê de ser considerado um dos favoritos ao título e conseguiu o empate com apenas dois minutos de bom futebol.  A. Nacional (COL) 1 Ospina; Zúñiga, Moreno, Mendoza e Estiven Vélez; Diego Toro, Chará, David Córdoba (Pierdaihta) e Elkin Murillo; Galván e Carmelo Valência Técnico: Oscar Quintabani  São Paulo 1 Rogério Ceni; André Dias, Miranda     e Richarlyson    ; Joílson (Éder), Zé Luís, Hernanes, Éder Luís e Jorge Wagner    ; Borges (Carlos Alberto) e Adriano Técnico: Muricy Ramalho Gols: Córboda, aos 8; Miranda, aos 32 minutos do primeiro tempo;Árbitro: Victor Hugo Rivera (PER)Renda: não disponívelPúblico: não disponívelEstádio: Atanásio Girardot, em Medellín (COL) O bom futebol são-paulino começou aos 30 minutos, quando Borges desviou de cabeça para a conclusão do atacante Adriano, mas a zaga colombiana afastou o perigo. No escanteio de tal lance, Richarlyson pegou a sobra e acertou um belo chute, mas a bola acertou o travessão.Atordoado com a pressão adversária, o Atlético Nacional recuou e cometeu uma falta pela lateral-esquerda. Perfeita para o desfecho são-paulino, aos 32 minutos, quando Jorge Wagner cruzou para a cabeçada firme do zagueiro Miranda, empatando o jogo.Com a igualdade no placar, o São Paulo voltou mais calmo para a segunda etapa, com jogadas esporádicas ao ataque. A preocupação, no entanto, era evidente: evitar a derrota. O Atlético Nacional, por sua vez, perdeu o ímpeto do começo da partida e passou a arriscar chutes de longa distância, além de cruzamentos na área, sem perigo algum. Rogério Ceni, inclusive, só teve trabalho num chute forte de Murillo, que defendeu com os pés para garantir o empate fora de casa.LAMENTÁVELApesar da festa da torcida colombiana, alguns torcedores, frustrados com o empate, atiraram objetos, como pedras, nos jogadores do São Paulo, a partir do 30.º minuto do segundo tempo.   A polícia local protegeu os jogadores com seus escudos. Felizmente, com sucesso. Agora, cabe a Conmebol tomar uma decisão drástica, o que não deve acontecer. Vide a confusão que os torcedores do Cerro Porteño (PAR) fizeram com a derrota de seu clube para o Cruzeiro, na fase preliminar da competição.

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