Clayton de Souza/AE
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São Paulo bate Atlético-MG no jogo mil de Rogério Ceni e é líder do Brasileirão

No jogo da festa do goleiro, Lucas e Dagoberto marcam e time vence por 2 a 1 no Morumbi

Demétrio Vecchioli, Agência Estado

07 de setembro de 2011 | 17h53

SÃO PAULO - Na festa do milésimo jogo de Rogério Ceni com a camisa do clube, o São Paulo não jogou o futebol que esperavam os mais de 60 mil torcedores presentes no Morumbi nesta tarde de feriado. Mesmo assim, o São Paulo venceu o Atlético-MG por 2 a 1, com gols de Lucas e Dagoberto, e assumiu a liderança momentânea do Campeonato Brasileiro, com 41 pontos. Pode perder este posto ao fim desta 22.ª rodada se o Corinthians vencer ou mesmo empatar com o Flamengo, nesta quinta-feira, no Pacaembu.

O jogo teve três recordes: o maior público (60.514 pagantes), a maior renda (R$ 1.566.195,00), e o gol mais rápido do Brasileirão (de Lucas, aos 25 segundos). Sem mais ameaçar, o São Paulo levou o empate ainda no primeiro tempo e só chegou à vitória graças a um chute preciso de Dagoberto, aos 7 minutos da segunda etapa. Um golaço.

A vitória fez o São Paulo encerrar um jejum de três partidas sem vencer no Morumbi. Foi só o segundo triunfo de Adílson Batista em sete vezes que o São Paulo atuou como mandante, sob seu comando, no Campeonato Brasileiro. Já o Atlético-MG, que vinha de dois resultados positivos, para nos 21 pontos e ainda amarga a zona de rebaixamento.

Domingo, o São Paulo vai a Porto Alegre visitar o Grêmio, às 18h, no Estádio Olímpico. O Atlético-MG joga na Arena do Jacaré, no mesmo dia e horário, contra o Bahia, em briga direta contra o rebaixamento.

O JOGO

Ao pisar no gramado do Morumbi, Rogério Ceni, conforme previsto, foi ovacionado pela torcida. Recebido por mais de 60 mil torcedores nas arquibancadas e mil crianças à beira do campo, o homenageado da tarde ganhou uma placa e uma camisa comemorativa, entregues por Luis Fabiano, retribuindo a participação do goleiro na festa de apresentação do centroavante.

Quando o árbitro apitou o início da partida, a festa parecia que seria perfeita. Logo no primeiro lance do jogo, Lucas partiu com a bola dominada, tocou para Casemiro, recebeu de volta (antecipando-se à zaga), invadiu a área e bateu rasteiro na saída do goleiro. Aos 25 segundos, saía o gol mais rápido do Campeonato Brasileiro.

O gol logo de cara segurou um pouco o ímpeto do São Paulo no primeiro tempo. O torcedor que queria festa, sofreu também. O time errou muitos passes no meio de campo e ataque e sentiu, mais uma vez, a falta de um centroavante (Henrique e Willian José estavam no banco). Para piorar, o São Paulo demonstrava desorganização. Wellington foi improvisado na lateral-direita, Rodrigo Caio entrou no meio de campo, mas era o zagueiro João Filipe que, desses, mais chegava ao ataque.

A apatia foi punida aos 10 minutos. Daniel Carvalho bateu escanteio da esquerda, Réver subiu muito mais que Casemiro e cabeceou firme, no contrapé de Rogério Ceni, que só ficou olhando. Era o empate mineiro: 1 a 1.

Exceção aos dois gols, não houve nenhuma outra emoção na etapa inicial. Do Atlético-MG foram dois chutes a gol e duas defesas fáceis de Ceni. Do São Paulo, três chutes de fora da área, todos saindo para tiro de meta. O de Lucas e um de Juan, porém, passaram perto do gol atleticano. A torcida só se empolgou para comemorar o cartão amarelo recebido por Richarlyson (ex-São Paulo) e pedir a entrada de Rivaldo. No fim do primeiro tempo, merecidas vaias ao São Paulo.

Apesar da atuação ruim, Adílson Batista não mudou o time no vestiário. A sorte do São Paulo foi que Dagoberto acertou chute preciso aos 7 minutos e voltou a pôr os donos da casa à frente do marcador. Em sua jogada característica, ele arriscou de longe e mandou a bola no canto direito de Renan Ribeiro, que nada pôde fazer. Na comemoração, Dagoberto correu para abraçar Adílson Batista, ignorando a festa de Rogério Ceni.

Tal qual na primeira etapa, o São Paulo se contentou com o gol e não conseguiu mais chegar à área adversária. Em busca de maior criatividade no meio, Adílson Batista tirou Cícero, agora jogador de seleção, mas que foi discreto nesta tarde, e atendeu o pedido da torcida, colocando Rivaldo.

Em dois passes do pentacampeão, o São Paulo voltou a assustar. Primeiro para Dagoberto. Ele chutou, a bola bateu na zaga e passou pouco acima do travessão. Depois, foi Lucas que dominou pela esquerda, fez jogada individual, invadiu a área, mas acabou desarmado. O Atlético-MG revidou com uma bela tabela entre Magno Alves e Guilherme, concluída por este, para fora.

Aos 35 minutos, Leonardo Silva deu uma tesoura em Carlinhos Paraíba no meio de campo, levou o vermelho direto e deixou o Atlético-MG na pior. Réver, logo em seguida, fez falta parecida na intermediária, mas só levou o amarelo.

Com um a mais, o São Paulo passou a ter mais espaço nos contra-ataques e desperdiçou ótima chance de ampliar. Casemiro cruzou da direita e achou Dagoberto livre no segundo pau. O atacante nem chutou nem tocou para Juan, sozinho com o gol aberto. Tentou encobrir Renan Ribeiro e mandou para fora.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 2 x 1 ATLÉTICO-MG

São Paulo - Rogério Ceni; Wellington, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Rodrigo Caio, Carlinhos, Casemiro (Jean) e Cícero (Rivaldo); Dagoberto e Lucas (Henrique). Técnico - Adílson Batista

Atlético-MG - Renan Ribeiro; Mancini (Bernard), Réver, Leonardo Silva e Richarlyson; Fillipe Soutto, Pierre, Serginho e Daniel Carvalho; Neto Berola (Magno Alves) e André (Guilherme). Técnico - Cuca

Gols - Lucas, aos 25 segundos, e Réver, aos 10 minutos do primeiro tempo. Dagoberto, aos 7 minutos do segundo tempo

Árbitro - Péricles Bassols Pegado Cortez (Fifa-RJ)

Cartões amarelos - Henrique, Wellington, Rodrigo Caio, Réver, Guilherme, Pierre e Richarlyson

Cartão vermelho - Leonardo Silva

Renda - R$ 1.566.195,00

Público - 60.514 pagantes

Local - Estádio do Morumbi, em São Paulo

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