São Paulo bate Guarani e confirma reação no Brasileiro

No embalo da vitória no clássico com o Palmeiras, o São Paulo conquistou na noite desta quarta-feira mais um triunfo para confirmar a sua reação no Campeonato Brasileiro. No Morumbi, a equipe derrotou o Guarani por 2 a 1. Lucas, que brilhou no domingo, não se destacou, mas Ricardo Oliveira voltou de lesão para marcar o gol da vitória em casa.

RAFAEL BRAGANÇA, Agência Estado

22 de setembro de 2010 | 21h41

Com o resultado pela 24.ª rodada, o São Paulo soma cinco triunfos nos últimos sete jogos. O desta quarta, porém, não muda a posição do time, permanecendo em oitavo, agora com 34 pontos e mais perto da zona de classificação à Libertadores. O Guarani segue com 30. Pela próxima rodada, ambos jogam em casa, no sábado, às 18h30. O São Paulo recebe o vice-lanterna Goiás no Morumbi e o Guarani pega o Vasco no Brinco de Ouro.

Para encarar o time de Campinas, o técnico interino Sérgio Baresi voltou ao esquema com dois zagueiros, abandonando o 3-5-2. Com Ilsinho lesionado, ele escolheu para formar um trio ofensivo com Lucas e Fernandão o meia-atacante Marlos, que marcou o primeiro gol. A equipe não teve uma grande atuação, mas foi superior para conquistar a vitória.

O JOGO - Com a lembrança da derrota para o Internacional em casa, na última quinta, o São Paulo começou a partida se impondo. Mesmo desorganizado, o time começou a criar chances para abrir o placar, enquanto o Guarani seguia tímido. A primeira veio aos dez minutos, quando Richarlyson tirou dois marcadores com um toque por cima e bateu firme, já na área. Rodrigo Heffner tirou em cima da linha.

O gol são-paulino, porém, não demorou a sair. Ainda aos 13, Marlos recebeu passe de Casemiro e invadiu a área pela direita. O meia então fingiu o chute e tirou a marcação antes da bater cruzado, rasteiro, vencendo o goleiro Douglas.

Mesmo melhor em campo, o São Paulo quase sofreu o empate minutos depois. Em contra-ataque rápido - a única arma do Guarani no primeiro tempo -, Baiano ficou cara a cara com Rogério Ceni. Ele tentou um chute colocado, mas a bola desviou de leve no goleiro são-paulino e foi para escanteio.

Depois do lance, a partida caiu em qualidade. Marlos até teve boa oportunidade, mas preferiu o chute a servir Lucas, sozinho na área, e o arremate foi para fora. O Guarani, que ainda se esforçava para se soltar mais, mas não tinha criado nenhuma chance desde a perdida por Baiano, foi premiado com um pênalti duvidoso no fim do primeiro tempo.

Na briga pelo cruzamento na área, o árbitro viu um puxão de Miranda em Baiano, inclusive punindo o zagueiro com o cartão amarelo. Mesmo com os protestos dos são-paulinos, o próprio Baiano bateu a penalidade e deixou tudo igual aos 47 minutos. Rogério Ceni ainda pulou no canto certo, mas a bola passou debaixo do seu corpo.

Na saída para o intervalo, Miranda mostrou indignação com o pênalti marcado pelo paulista Marcelo Aparecido de Souza. "Não houve nada. Chega um momento em que a gente começa a duvidar das coisas. Estava com as mãos para trás", disse o zagueiro. "Até o próprio jogador deles falou: ''não foi nada, mas o juiz marcou''", completou Miranda, não revelando quem do Guarani teria admitido o erro do árbitro.

Na volta para o segundo tempo, Baresi foi obrigado a fazer uma mudança no ataque. Com dores na panturrilha, Fernandão foi substituído por Ricardo Oliveira, que voltou de lesão. Ainda no início, o treinador também atendeu aos pedidos da torcida e colocou Dagoberto no lugar de Marlos.

Querendo a vitória em casa, o São Paulo voltou a pressionar. No entanto, até os 15 minutos, a equipe do Morumbi só levou perigo em dois chutes de fora da área de Jorge Wagner. Num deles, Douglas foi buscar no canto e evitou o gol.

Mas o São Paulo contou com a estrela de Baresi para passar de novo à frente no marcador. Com 18 minutos da etapa complementar, Jorge Wagner cobrou escanteio e os dois jogadores que tinham acabado de entrar participaram da jogada. Richarlyson desviou na primeira trave, Dagoberto cabeceou no travessão e Ricardo Oliveira marcou no rebote, de joelho.

Até o apito final no Morumbi, Ricardo Oliveira e Casemiro ainda tiveram boas chances de marcar o terceiro do São Paulo, sendo que a perdida pelo volante foi a mais clara, já nos minutos finais. O Guarani, por sua vez, só assustou em um chute de longe de Geovane, que Rogério defendeu bem.

Ficha técnica:

São Paulo 2 x 1 Guarani

São Paulo - Rogério Ceni; Jean, Alex Silva, Miranda e Richarlyson; Rodrigo Souto, Casemiro, Jorge Wagner e Marlos (Dagoberto); Lucas (Zé Vítor) e Fernandão (Ricardo Oliveira). Técnico: Sérgio Baresi (interino).

Guarani - Douglas; Rodrigo Heffner, Fabão, Ailson e Márcio Careca; Apodi (Geovane), Maycon, Paulo Roberto, Baiano (Mário Lúcio) e Fabiano; Reinaldo (Ricardo Xavier). Técnico: Vágner Mancini.

Gols - Marlos, aos 13, e Baiano (de pênalti), aos 47 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveira, aos 18 minutos do segundo tempo.

Cartões amarelos - Dagoberto, Richarlyson e Miranda (São Paulo); Douglas, Fabiano, Reinaldo e Fabão (Guarani).

Árbitro - Marcelo Aparecido de Souza (SP).

Renda - R$ 195.717,59.

Público - 10.264 pagantes.

Local - Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).

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