Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

São Paulo busca reforços para o ataque, mas sem pressa

Até agora, diretoria do clube paulista contratou apenas o lateral-direito Luis Ricardo

Fernando Faro, Agência Estado

07 de janeiro de 2014 | 17h33

SÃO PAULO - Pressionada pelos maus resultados do ano passado e pelas pouquíssimas mudanças no elenco - apenas o lateral-direito Luis Ricardo foi contratado até agora -, a diretoria do São Paulo admite que ainda procura jogadores para reforçar a equipe, mas esbarra na falta de recursos e opções que cheguem para resolver as carências.

A leitura do clube é que o setor defensivo está resguardado e com boas opções. Na avaliação da diretoria, a chegada ainda no ano passado dos zagueiros Antonio Carlos e Roger Carvalho - este último ainda não estreou por estar se recuperando de lesão, mas agradou ao técnico Muricy Ramalho nos treinos - e a contratação de Luis Ricardo suprem os problemas no setor. Por outro lado, o meio-de-campo e o ataque seguem bastante defasados, especialmente após as saídas de Aloísio e Welliton. O atacante Luis Fabiano, por exemplo, não tem um reserva imediato.

"Esse primeiro semestre vai ser pouco movimentado, com poucas competições. Temos um tempo hábil para fazer as demais contratações. Tenho certeza de que vamos contratar outros, mas temos de respeitar o mercado", disse o vice-presidente de futebol do clube, João Paulo de Jesus Lopes, em entrevista coletiva.

O presidente Juvenal Juvêncio já havia afirmado no fim do ano passado que os reforços - se viessem - chegariam à base do conta-gotas. O clube gostaria de contratar pelo menos dois atacantes e um volante, mas até aqui todas as tentativas naufragaram: Vargas esbarrou nas exigências do Napoli, Rafael Sóbis recebe quase R$ 500 mil de salário no Fluminense e Jucilei só sai do Anzhi por quase R$ 18 milhões.

Questionado se o São Paulo prefere não contratar ninguém a trazer nomes duvidosos, João Paulo de Jesus Lopes não hesitou. "Sim. Se referem a jogadores qualificados ou promessas. Vamos continuar testando atletas experimentados e ainda temos jogadores de base que a gente possa ter boa qualidade dentro de um processo natural. Tem contratações fora, que nós até analisamos, poderíamos ter contratados, mas aposta por aposta, temos algumas internas que valem mais", ponderou o dirigente.

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