Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

São Paulo cassa liminar e realiza eleição nesta terça-feira

Oposição questionava o pouco tempo da renúncia de Aidar

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2015 | 18h57

O São Paulo cassou a liminar que impedia a realização da eleição presidencial do clube e conseguiu manter a realização do pleito, que está marcado para a noite desta terça-feira. O presidente interino, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vai enfrentar Newton Ferreira. Podem votar os 240 membros do Conselho Deliberativo, a escolha do vencedor se dá por maioria simples e o ganhador toma posse para um mandato que vai até abril de 2017.

Na véspera da eleição, um grupo da opositores, liderado pelo conselheiro vitalício Francisco Vasconcelos da Silva, entrou na Justiça. A juíza Mônica Reis Lobo concedeu liminar favorável à argumentação dos opositores. Na opinião deles, Leco agiu em causa própria como mandatário interino ao convocar a eleição para 14 dias depois da renúncia de Aidar e não 30, como estipula como prazo máximo o estatuto do São Paulo. Segundo esses conselheiros, a atitude de Leco atrapalhou a articulação de candidaturas de adversários.

Em nota oficial, Leco havia criticado a atitude dos opositores e prometido recorrer. O dirigente conseguiu cassar a liminar a menos de uma hora do início da votação. O São Paulo conseguiu embasar a defesa em seu estatuto, que não fala sobre prazo mínimo para a convocação da eleição, mas somente um limite de até 30 dias.

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