São Paulo chegou ao tetra após 15 anos de jejum

Time do Morumbi não era campeão nacional desde 1991 quando ganhou o Brasileiro pela quarta vez

Wilson Baldini Jr., Agencia Estado

07 de dezembro de 2008 | 20h09

O São Paulo conquistou em 2006 o título brasileiro que faltou no ano anterior, quando o clube do Morumbi sagrou-se campeão paulista, da Libertadores e do Mundial de Clubes da Fifa. Nem mesmo o trauma de ter perdido a decisão da Libertadores para o Internacional fez o time de Muricy Ramalho perder o equilíbrio na competição nacional.Veja também:São Paulo é campeão brasileiro pela 6.ª vez na históriaVitória sobre o Goiás dá o título para o São Paulo Brasileirão 2008 - Classificação Brasileirão 2008 - ResultadosFoi a quarta vez que o São Paulo ganhou a taça, quebrando um jejum de 15 anos e se igualando aos rivais Corinthians e Palmeiras. Para Muricy, o Brasileirão de 2006 também veio com um ano de atraso, após ser vice com o Internacional no polêmico campeonato de 2005, marcado pelo escândalo da arbitragem e vencido pelo Corinthians.Ao contrário de outras épocas, o elenco do São Paulo só possuía um craque: o goleiro Rogério Ceni, artilheiro do time, com oito gols, ao lado de Lenílson. O resto do time era bom, mas sem estrelas. A defesa tinha Ilsinho na lateral-direita, um ex-palmeirense que mostrou seu valor. Na esquerda, Júnior demonstrava um fôlego interminável. A zaga tinha Fabão, que, sabedor de sua limitação, jogou simples e cometeu poucos erros. O sereno Miranda, ao contrário, esbanjou categoria e segurança.O meio-de-campo "revelou" dois veteranos muito bons de bola: os volantes Mineiro e Josué. Além da marcação forte, os dois sabiam sair jogando e passaram a ditar norma no estilo de jogo da posição.O falastrão Souza caiu no gosto de Muricy pela entrega na dedicação tática. Em alguns jogos, parecia haver vários "Souzas" em campo. Além disso, soube como ninguém travar uma sadia guerra de palavras com o corintiano Vampeta.O canhoto Danilo foi muito criticado na sua chegada do Goiás. Adaptado, passou a ser comparado pelos mais exaltados ao francês Zidane e chegou a ser chamado de "Zidanilo". Um exagero - mas que o meia deixou saudades, isso ninguém pode negar.O ataque contava com uma dupla que compensava a falta de categoria com muito esforço. Leandro, a exemplo de Souza, era solução para todos os problemas táticos, enquanto Aloísio sabia usar o corpo avantajado para servir os companheiros.Foram 22 vitórias, 12 empates e apenas quatro derrotas. O título são-paulino veio com duas rodadas de antecedência, após um empate por 1 a 1 contra o Atlético Paranaense, no Morumbi. Gol de Fabão - sintomático para um time sem artilheiros e cujo ponto forte era o conjunto.

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