Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

São Paulo chora custo do clássico em Presidente Prudente

Clube alega que gastou R$ 125 mil com a partida no Prudentão

Bruno Deiro, estadão.com.br

26 de fevereiro de 2012 | 16h33

PRUDENTE - O São Paulo continua inconformado com a transferência do clássico com o Palmeiras para o Prudentão. A dirtoria do clube do Morumbi, que já protestava antes mesmo do anúncio oficial da Federação Paulista de Futebol, reclama que teve de desembolsar R$ 125 mil com os gastos totais desta partida. E colocou as despesas na ponta do lápis. Somente para fretar o voo de São Paulo a Presidente Prudente, que fica a quase 600 km da Capital, o São Paulo desembolsou R$ 75 mil. A aeronave transpotava 75 pessoas.

Para que Lucas pudesse atuar, o São Paulo combinou com a FPF de entregar o garoto no aeroporto de Guarulhos a tempo de ele embarcar com a seleção brasileira. O clube teve então de alugar um jatinho para levar o menino de volta a São Paulo. Preço: R$ 25 mil. De Guarulhos, Lucas se junta ao vascaíno Dedé rumo a Suíça, onde participam de amistoso terça-feira contra a seleção da Bósnia.

A presença de Lucas no clássico, por sinal, só foi confirmada dois dias antes do jogo de hoje. Depois de o diretor de seleções da CBF, Andrés Sanches, tê-lo vetado, irritado com críticas de Leão, a entidade voltou atrás e permitiu que ele viajasse com o São Paulo, com o compromisso de se apresentar segunda-feira ao primeiro treino do time de Mano Menezes, às 20 horas (16 horas na Suíça). O São Paulo entende que ganhou a briga com a CBF.

O clube alega também que gastou outros R$ 25 mil com segurança, hotel e extras da delegação em Presidente Prudente. O vice-presidente João Paulo de Jesus Lopes disse que o problema do São Paulo não é com a cidade de Prudente nem com seus torcedores, mas com os desgastes financeiro e técnico (dos jogadores no calor de 40 graus da cidade).

O Palmeiras mantém um acordo com a cidade e, na condição de mandante, não teve os mesmos gastos que o rival.

A opção do Palmeiras de usar seu uniforme branco, para amenizar os efeitos do calor, tambeém irritou os cartolas são-paulinoso. Com isso, o Tricolor teve de jogar com sua segunda camisa, em que predomina o vermelho e preto. O técnico Emerson Leão, no entanto, preferiu evitar polêmicas sobre o assunto e disse que a mudança não abalaria a equipe.

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