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São Paulo nomeia comissão para discutir separação entre clube social e futebol

Projeto deverá sem apresentado no prazo de um ano e precisa ser aprovado por uma série de Conselhos

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de novembro de 2021 | 19h09
Atualizado 10 de novembro de 2021 | 19h35

O São Paulo anunciou, nesta quarta-feira, a nomeação de uma comissão que irá analisar o projeto que separa o social do futebol dentro do clube. Foi também convocada uma reunião do Conselho Deliberativo marcada para o dia 18 deste mês, que não discutirá especialmente esta questão. Este encontro irá votar outros pontos de reforma estatutária. Entre eles, questões como reeleição e mandato de conselheiros. Tudo isso será feito agora para que o ano que vem não aconteçam debates políticos ao longo da temporada para que a equipe se concentre em outras questões. A convocação foi assinada pelo presidente do órgão, Olten Ayres de Abreu Júnior.

A separação entre clube social e futebol ainda será amplamente estudada e discutida. Foi formado um comitê que será responsável pelo projeto, cuja apresentação deverá ser feita dentro do prazo de um ano. O advogado tributarista Juliano Di Pietro tomará a frente foi nomeado pelo presidente do Comitê devido suas qualificações para tratar de tal assunto. Outros três conselheiros de Administração também estarão envolvidos, assim como determina o atual estatuto.

Dentro do prazo de um ano, este projeto de separação entre social e futebol terá de passar então pelo Conselho Administrativo, em seguida pelo Conselho Consultivo e por fim pelo Deliberativo. Ao passar pela última etapa, então seguirá para uma Assembleia Geral com os sócios do São Paulo.

A proposta partiu de um grupo de conselheiros. Foram, pelo menos, 80 integrantes do Conselho Deliberativo envolvidos no processo. O estatuto determina que pelo menos 50 participem da elaboração do projeto. O presidente Julio Casares e Olten Ayres de Abreu Júnior são impedidos de assinar o documento em virtude de seus respectivos cargos.

Se chegar ao Conselho Deliberativo, a última das etapas, então a proposta será aprovada caso tenha mais da metade dos votos necessários, que são 131. Então, haverá um prazo de até 30 dias para a convocação da Assembleia Geral.

Alguns pontos deverão ser batidos neste projeto. Alguns deles são: mandato dos conselheiros muda de três para seis anos, liberação da reeleição para presidência, redução do número de conselheiros de 260 para 200, diminuição do número de conselheiros vitalícios de 160 para 120, entre outras questões.

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