São Paulo corre atrás de um número 9

Com a negativa de nomes mais conhecidos como os de Washington e Kléber, fica mais difícil a contratação de um atacante pelo São Paulo. As especulações agora são em torno de jogadores de segunda linha. E, mesmo assim, o clube convive com recusas. "O Galvão está fazendo muito sucesso no Japão e tem contrato ainda por seis meses. Antes disso, não sai", diz o empresário Sérgio Malucelli, um dos donos do passe do jogador que fez um bom Campeonato Brasileiro pelo Paraná no ano passado. Fala-se também em Itamar, que já atuou no São Paulo e está na Coréia. Seu vínculo é com o Dragons, o que facilitaria a negociação. Marcel, que atuou pelo Coritiba é outro nome cotado. Ele está em Portugal, na Acadêmica de Coimbra. São jogadores que não se enquadram na definição dada por Paulo Autuori. "É um cara que vai chegar e jogar. Na América do Sul, não vejo alguém que possa suprir essa ausência, um jogador com as características que preciso", afirma o treinador, acabando com as possibilidades de ser um estrangeiro que conheceu durante as Eliminatórias Sul-Americanas. "É um brasileiro que está fora. Aqui, no mercado interno, quase todos já fizeram os sete jogos pelo Brasileirão e não estão mais disponíveis". O maior sonho do torcedor é Washington, artilheiro do Campeonato Brasileiro do ano passado pelo Atlético-PR e que está no Verdy Tokyo. No entanto, o São Paulo não tem dinheiro suficiente para repatriar o atleta, que teria pedido US$ 110 mil (R$ 257 mil) de salário para retornar ao Brasil."O Washington não sai do Japão", diz o empresário Gilmar Rinaldi, que cuida dos interesses do jogador. "A Andréia, mulher dele, me ligou, chorando, aborrecida com notícias que chegaram ao Japão dizendo que o casal não teria se adaptado. Eles estão adorando e não vão sair agora". Restariam, então, poucos nomes com o "jeitão" de Luizão. Recentemente, o Santos tentou Kléber, que também jogou pelo Atlético-PR e está no futebol mexicano. "O Kléber está muito bem no México, recebendo em dia e com contrato até o fim de 2007", explica Daniel Pereira, irmão e procurador do jogador. Na França, Nilmar está insatisfeito no banco de reservas do Lyon. Apesar de não ter a característica de "matador", teria lugar garantido no time do São Paulo. No entanto, ele tem tudo para se transferir para o Benfica nos próximos dias. No outro clube português, o Porto, Cláudio Pitbull já foi sondado pelo São Paulo no início do ano, quando ainda pertencia ao Grêmio. A proposta européia foi mais tentadora e o jogador não pensou duas vezes antes de ir embora. Só que Pitbull teve poucas chances no Porto e, no início de julho, foi emprestado pelo período de um ano ao Al-Ittihad, da Arábia. Outra porta que se fechou para o São Paulo. Na segunda-feira, Juvenal Juvêncio, diretor de futebol do São Paulo, comandará uma reunião com os membros da comissão montada pela diretoria para organizar a participação do São Paulo no Mundial Interclubes, de 11 a 18 de dezembro, no Japão. Nesta sexta-feira, chegam do Japão, onde participaram do sorteio no sábado passado, Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol, e Marcos Freire, assessor da diretoria. No Japão, eles disseram à Fifa que exigem um tratamento "de Primeiro Mundo". Similar ao que será reservado ao Liverpool, campeão europeu. Um dos pedidos do São Paulo é fazer seus treinamentos nos campos da empresa Tokio Gas, os mesmos que foram utilizados na campanhas dos títulos de 1992 e 1993, quando o São Paulo venceu Barcelona e Milan. Após a reunião, o departamento de marketing começará a trabalhar em um projeto que envolva o apoio de muitos torcedores do São Paulo ao time. "Nossa intenção é buscar o apoio dos brasileiros que residem no Japão, independentemente do time para que torçam", diz Júlio César Casares, diretor de marketing. O São Paulo pensa também em conseguir o apoio de Zico, técnico da Seleção Japonesa, e em conseguir pacotes razoáveis para os torcedores.

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