São Paulo dá show e goleia a Lusa

Deu pena. Em um jogo de uma só equipe, o São Paulo arrasou a Portuguesa neste domingo no Morumbi. E não foi simplesmente pela goleada por 4 a 0 (a sexta consecutiva). O que mais chamou a atenção foi a forma como o time do Morumbi dominou e neutralizou o adversário. No jargão popular, os jogadores lusos "não viram a cor da bola". Enfim, um passeio dos são-paulinos, que chegaram a 20 pontos e se mantiveram na vice-liderança do Torneio Rio-São Paulo, atrás do Palmeiras, que tem 22. A Lusa continua com 10 e corre risco de ser rebaixada, pois é o time paulista pior classificado. O São Paulo só volta a jogar no domingo, às 16 horas, em casa, contra o frágil Bangu. Já a Portuguesa recebe o Criciúma na quarta-feira, no Canindé, pela Copa do Brasil. No jogo de ida, os catarinenses venceram por 3 a 2. No Rio-São Paulo, a equipe de Valdir Espinosa vai enfrentar o Palmeiras, domingo. Na realidade, um abismo separa as duas equipe no quesito qualidade técnica. E bastou alguns minutos da partida para se perceber isso. Enquanto o São Paulo mostrava uma variedade grande de jogadas, a Portuguesa apenas assistia às avançadas dos laterais Gabriel, pela direita, e Gustavo Nery, do lado esquerdo. Ou então, ao bom toque de bola entre o ataque e o meio-campo são-paulino, sobretudo com Kaká, Souza e França. E o resultado de tudo isso foi tão justo quanto previsível. Com o domínio completo do jogo, o clube do Morumbi simplesmente colocou a equipe do Canindé (que abriu mão de jogar em seu estádio) na roda. O melhor exemplo disso foi o primeiro gol, aos 18 minutos. Kaká e França relembraram as consagradas tabelinhas que marcaram o futebol-arte das décadas de 50 e 60. Assim, venceram a defesa lusa até a conclusão do atacante que, embora em posição irregular, não desperdiçou. Confiante e ciente de que era superior, o São Paulo priorizou as jogadas pelo meio. O time de Nelsinho Baptista se aproveitava da fragilidade defensiva do adversário e do bom toque de bola. Assim como no primeiro gol, foi dessa habilidade que saiu o segundo, aos 39. Fábio Simplício invadiu a área em velocidade e acabou derrubado por Alemão. O juiz Romildo Corrêa marcou pênalti, convertido por França. Enquanto isso, o goleiro tricolor, Rogério Ceni, se esforçava para não ´esfriar´. Tão perdido quanto os jogadores estava Espinosa. Nem o intervalo conseguiu ajudá-lo a organizar o time. No segundo tempo, o desastre só não foi maior porque o São Paulo desperdiçou muitas chances. E quando o dia não é bom, tudo parece dar errado. Como se não bastasse o ´passeio´ que estava levando, a Portuguesa ainda colaborou com a goleada. Foi no terceiro gol, aos 13. Reinaldo, o único do meio para frente do Tricolor que não esteve bem, cruzou da esquerda. A bola desviou na zaga e atrapalhou o goleiro Bosco, que não conseguiu defendê-la. Aos 18, Kaká fechou o placar ao limpar a jogada e tocar na saída de Bosco.

Agencia Estado,

10 Março 2002 | 16h58

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