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São Paulo derrota o Coritiba com recorde de público no Morumbi

Alexandre Pato tem boa atuação em vitória tricolor por 3 a 1

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

12 de julho de 2015 | 13h03

Com uma atuação muito irregular e vivendo de lampejos individuais, principalmente de Alexandre Pato, o São Paulo cumpriu com a obrigação, venceu o Coritiba por 3 a 1, no Morumbi, e conseguiu dar alegria para sua torcida, que fez uma grande festa e bateu recorde na manhã desde domingo. Com 59.612 presentes (58.482 pagantes), o jogo teve o maior público do Campeonato Brasileiro, batendo a partida entre Atlético-MG x Joinville - que tinha 55.987 torcedores.

Quem foi ao Morumbi não saiu totalmente satisfeito. O São Paulo chegou aos 24 pontos, se mantém firme na briga pelas primeiras colocações, mas o Coritiba somou apenas um ponto fora de casa e parecia ser uma presa muito mais fácil antes da bola rolar. A dificuldade na criação das jogadas e a boa marcação do adversário fez com que o jogo tivesse alguns momentos de sofrimento para o torcedor.

O técnico Juan Carlos Osorio levou a campo uma formação bem ofensiva para o São Paulo. Com Michel Bastos na esquerda e Pato, Centurión e Luis Fabiano no ataque, o time ganhou em ofensividade, mas perdeu na criatividade. Teoricamente, Hudson e Rodrigo Caio ficariam mais na marcação e Ganso seria o criador de jogadas. Porém, o camisa 10 são-paulino parecia sonolento e errou lances simples.

Assim, Hudson teve que sair mais para o jogo e acabou bagunçando taticamente a equipe, tanto que o Coritiba até chegou a ter um certo domínio do jogo por alguns instantes. Mas prevaleceu a técnica individual. Com dificuldades para criar, o jeito encontrado pelo time tricolor foi apostar nos lançamentos para Pato e Centurión, que estavam em uma manhã inspirada.

Aos 14, Lucão deu um longo passe para Alexandre Pato, que na esquerda dominou, cortou Luccas Claro e cruzou rasteiro na pequena área. Centurión, um pouco à frente, aproveitou e mandou para as redes.

O Coritiba sentiu o gol, mas ainda assim, conseguiu chegar ao ataque algumas vezes, sem dar muito trabalho para Rogério Ceni, é verdade. Então, sem sofrer grandes ameaças de sofrer ao ataque, o São Paulo administrou a partida e quase marcou o segundo gol aos 39 com Centurión, que driblou o goleiro Wilson e fez um belo gol, mas o assistente marcou erroneamente um impedimento.

Seis minutos depois, Lucão e Pato repetiram o que fizeram no primeiro gol. O zagueiro lançou, o atacante, novamente no lado esquerdo dominou, entrou na área, cortou dois zagueiros e desta vez bateu no contrapé do goleiro Wilson.

No segundo tempo, Ney Franco mandou o Coritiba para o ataque, avançou a marcação e dificultou ainda mais a criação de jogadas do São Paulo. As coisas só não complicaram ainda mais para o time da casa, porque a equipe paranaense é muito fraca tecnicamente e seus atacantes continuavam sem levar grandes perigos para o Rogério Ceni.

O São Paulo teve a chance de matar o jogo no começo da etapa final, quando Wilson rebateu chute de Luis Fabiano e Ganso, sozinho, conseguiu chutar para fora.

Até que aos 14, o Coritiba deu emoção ao jogo. Negueba aproveitou falha de Matheus Reis e passou para Marcos Aurélio, que entrou nas costas da defesa em velocidade, driblou Ceni e descontou e fez o jogo se tornar um drama para o São Paulo.

Os visitantes cresceram, foram para cima e o São Paulo sentiu. Ganso continuou se arrastando em campo e, após mais uma falha no ataque, a torcida perdeu a paciência e começou a pedir Boschilia em seu lugar. Minutos depois, Osorio cedeu e fez a mudança, mas a equipe continuou pouco inspirada.

Mesmo assim, novamente a técnica fez a diferença. Aos 45, Pato fez jogada individual, fintou o marcador, bateu cruzado para fechar o placar e garantir a vitória. Mesmo sem brilhar, o São Paulo fez o dever de casa e continua na briga entre os primeiros do campeonato.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Thiago Mendes, Rafael Toloi, Lucão e Michel Bastos; Rodrigo Caio, Hudson (João Schmidt) e Ganso (Boschilia); Centurión (Matheus Reis); Alexandre Pato e Luis Fabiano. Técnico: Juan Carlos Osorio

CORITIBA: Wilson; Rodrigo Ramos (Negueba), Luccas Claro, Leandro Silva e Henrique; Fabrício (Ivan), Misael, Alan Santos (Esquerdinha) e Lúcio Flávio; Thiago Galhardo e Marcos Aurélio. Técnico: Ney Franco

GOLS: Centurión, aos 14; e Pato, aos 45 do 1º T; Marcos Aurélio, aos 14; Pato do 2ºT

CARTÕES AMARELOS: Leandro Silva, Luis Fabiano, Henrique

PÚBLICO: 58.482 pagantes

RENDA: R$ 1.333.055,00

JUIZ: Alisson Sidnei Furtado (TO)

LOCAL: Morumbi, em São Paulo

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